A pré-candidata ao governo Natasha Slhessarenko (PSD) afirmou que Mato Grosso corre o risco de continuar “um estado para poucos” se mantiver o rumo atual e criticou o que chamou de falta de prioridade para políticas sociais, com foco em saúde, creches, moradia e segurança para mulheres. Para ela, o governo esqueceu o mais importante: as pessoas.
Leia também:
Natasha articula ida a Brasília para buscar “benção” de Lula; PDT e Psol estão no radar para aliança
“É continuar sendo um estado para poucos. É continuar sendo um estado não inclusivo, que não coloca todas as pessoas juntas para fazer esse estado ser cada vez mais e melhor. Então, eu quero fazer um governo e vou fazer um governo inclusivo que não deixe nenhum mato-grossense para trás”, declarou, em entrevista ao Olhar Direto.
A declaração foi feita ao ser questionada sobre por que o estado deveria mudar após dois mandatos consecutivos do mesmo grupo político e quais seriam, na visão dela, os riscos de uma terceira gestão de continuidade.
Natasha sustentou que a gestão atual teve entregas na infraestrutura, mas falhou em colocar “as pessoas no centro” e disse que problemas sociais seguem travando a redução da desigualdade e o acesso a condições básicas, sobretudo para famílias de baixa renda.
“É um governo que realmente trabalhou bastante, tem muita infraestrutura, trabalhou bem essa questão da infraestrutura, mas esqueceu do mais importante, que é o que faz um governo: as pessoas. Nós temos aí um déficit de creches que se aproxima de trinta mil… nós temos um déficit habitacional de aproximadamente 165.000 moradias aqui no nosso estado, além de ser um dos estados mais caros de aluguel no nosso país”, disse.
Ao encerrar, ela voltou a defender um modelo de gestão voltado à inclusão social e afirmou que pretende ampliar políticas públicas para reduzir desigualdades e evitar que parte da população fique fora do desenvolvimento do estado.
FONTE





