Início GERAL 1ª Turma tem maioria para manter Bolsonaro na Papudinha

1ª Turma tem maioria para manter Bolsonaro na Papudinha


Folha de S. Paulo

Bolsonaro recebeu 144 atendimentos médicos entre 15 de janeiro e 22 de fevereiro, período de 39 dias, média de quase quatro por dia

A Primeira Turma do STF formou maioria para manter a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que negou prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin votaram para manter Bolsonaro na Papudinha, em Brasília.

Como relator da ação penal sobre a tentativa de golpe, pela qual Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, Moraes foi o primeiro a votar, sendo seguido pelos demais colegas. Ainda falta o voto da ministra Cármen Lúcia.

Leia também:

Em mensagens, Vorcaro celebra emenda que beneficiava Master

O julgamento foi marcado a pedido de Moraes. O ministro solicitou a sessão para submeter a decisão dele aos demais colegas.

A sessão, marcada pelo presidente da Turma, ministro Flávio Dino, começou às 8h, no plenário virtual.

No voto, Moraes reproduziu inteiramente a decisão que manteve Bolsonaro na unidade prisional.

A ordem, expedida na segunda-feira, argumentou que a “intensa atividade política” de Bolsonaro mostra condições para cumprir pena na Papudinha.

Moraes disse também que a perícia médica da Polícia Federal confirmou a “regularidade da permanência” de Bolsonaro na Papudinha.

Da relação de visitas informadas pela instituição custodiante, podemos verificar que o apenado tem recebido grande quantidade de visitas de deputados federais, senadores, governadores e outras figuras públicas, comprovando a intensa atividade política, o que corrobora os atestados médicos no sentido de sua boa condição de saúde física e mental” – Trecho da decisão de Moraes

Moraes ainda relembrou o episódio em que Bolsonaro violou a tornozeleira eletrônica, o que seria “fator impeditivo” para prisão domiciliar.

O episódio, ocorrido no fim de novembro, levou o ministro a decretar a prisão preventiva do ex-presidente, que, até então, cumpria medidas cautelares em casa.

“Não bastasse isso, antes do trânsito em julgado da ação penal, as medidas cautelares substitutivas do cerceamento de liberdade concedidas a JAIR MESSIAS BOLSONARO foram reiteradamente descumpridas, conforme detalhadamente narrado em decisão anterior, demonstrando sua inutilidade e a necessidade da manutenção do cumprimento da pena privativa de liberdade em regime fechado, como também pacificado na jurisprudência” – Trecho da decisão de Moraes.

PGR CONTRA – Moraes acolheu parecer da PGR (Procuradoria-Geral da República), que se opôs à concessão de prisão domiciliar humanitária a Bolsonaro.

Em sua manifestação, o chefe do Ministério Público Federal, procurador Paulo Gonet, afirmou que a medida deve ser concedida “apenas nos casos em que o tratamento médico indispensável não possa ser ofertado na unidade de custódia” – o que, segundo o procurador-geral, “não se verifica”.

Pedido de domiciliar foi feito pela defesa do ex-presidente.

Um dos argumentos dos advogados é que a Papudinha não tem estrutura adequada para atender às necessidades do ex-presidente, o que foi rebatido por Moraes.

Bolsonaro recebeu 144 atendimentos médicos entre 15 de janeiro e 22 de fevereiro, período de 39 dias, média de quase quatro por dia.

Os dados constam de relatório da direção do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha.

Perícia reconhece que Bolsonaro é portador de múltiplas doenças crônicas.

Entre elas: hipertensão, apneia grave do sono, obesidade, aterosclerose e refluxo gastroesofágico.





FONTE

Google search engine