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Biólogo ‘influencer’ denuncia negligência em UPA durante atendimento a idoso picado por cobra



O biólogo Gustavo Figueiroa, influenciador com mais de 75 mil seguidores nas redes sociais, relatou um caso de negligência em uma UPA no município de Sinop (a 520 km de Cuiabá), no atendimento de um idoso que foi picado por uma cobra peçonhenta. A vítima quase não recebeu o antídoto para o veneno, pois o médico afirmou para ele que a cobra que havia picado ele não era venenosa. Apenas após uma amiga de Gustavo questioná-lo é que o idoso foi transferido para um hospital, onde recebeu o soro.

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O caso teria ocorrido no domingo (14). Gustavo relatou que recebeu uma mensagem de uma amiga, no final da tarde, dizendo que o avô de uma amiga dela havia sido picado por uma cobra. Eles tiraram uma foto do animal e enviaram ao biólogo, para que identificasse. Ele disse que se tratava de uma Bothrops moojeni, uma serpente do gênero das jararacas, muito peçonhenta.

“Aí é que está o problema. Esse caso aconteceu numa UPA da cidade de Sinop, no Mato Grosso. Eles chegaram na UPA, foram atendidos pelo médico, mostraram a foto da cobra e o próprio médico tentou convencer o senhor de que aquela cobra era uma papa pinto, uma serpente inofensiva, não peçonhenta. O médico da UPA olhou para a foto da cobra, não sabia, obviamente, identificar uma cobra e disse que aquela jararaca era uma papa pinto, ou seja, uma serpente que não tinha peçonha. Falou para o senhor ficar tranquilo, que ele não precisava fazer nada, que era uma cobra inofensiva. Por sorte essa minha amiga estava falando comigo e eu respondi rápido”.

O biólogo recomendou que o idoso fosse levado a um hospital para que recebesse o soro antibotrópico, que é o antídoto para este tipo de cobra. O idoso foi atendido e recebeu o soro.

“Com o soro, hoje em dia é muito difícil alguém morrer por picada de cobra, mas infelizmente, se dependesse do médico, provavelmente esse senhor entraria na estatística de pessoa que morreram por causa de acidente com cobra (…). Os médicos não têm obrigação de saber qual é a espécie da serpente, mas ele com certeza tem a obrigação de contactar um profissional que entenda do assunto para dar o veredito”, disse.

O Olhar Direto entrou em contato com a Prefeitura de Sinop, mas até o momento não houve manifestação sobre o caso.
 

 

 

 

 

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