O pré-candidato ao governo de Mato Grosso, senador Wellington Fagundes (PL), afirmou em entrevista ao programa SBT Comunidades nesta segunda-feira (6) que a estratégia de segurança pública baseada apenas em investimentos e endurecimento de leis é insuficiente para os problemas atuais dessa área. Ele defendeu um modelo que envolva a sociedade de forma mais ampla.
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“Segurança não é papel só de arma, não é só lei, é a família organizada”, declarou Fagundes. Embora não tenha mencionado diretamente o governador Mauro Mendes (UNIÃO), a declaração pode ser vista como uma crítica direcionada a ele.
A segurança pública é uma das áreas que o chefe do Executivo estadual mais tem priorizado em investimentos, abrangendo desde a reforma de unidades até o reforço de equipamentos, como armas e veículos. Além disso, Mendes tem frequentemente criticado, em entrevistas, as leis penais brasileiras, chamando-as de foras.
Ainda em sua fala, o senador afirmou que busca uma “campanha limpa” para construir um “governo humano”, que requer, segundo ele, a participação de servidores públicos valorizados, igrejas, todas as religiões e entidades não governamentais. “O governo tem que liderar tudo isso”, completou.
“Não sou de briga, sou de luta, quero fazer uma campanha limpa para fazer um governo humano e, para fazer um governo humano, tem que ter a participação de todos, servidor público valorizado, igrejas, todas as religiões presentes, as entidades não governamentais que fazem um trabalho brilhante. O governo tem que liderar tudo isso, segurança não é papel só de arma, não é só lei, é a família organizada”, disse.
“Por isso, inclusive, criamos agora junto com o Instituto Federal de Educação Tecnológica, o IFMT, um programa para cuidar das mulheres em condição de vulnerabilidade. Mais de duas mil mulheres estão sendo treinadas nesse programa chamado Tereza de Benguela”, contou.
Com a aproximação do ano eleitoral, as rusgas eleitorais em meio à pré-campanha têm aparecido. No mês passado, Mendes deu uma entrevista citando a trajetória de 30 anos de Wellington Fagundes no Legislativo e alertando que Mato Grosso não poderia mais errar e passar por uma situação semelhante à do passado – quando elegeu um governador que veio do Legislativo e assumiu o Palácio Paiaguás -, o que, em suas palavras, “custou muito caro” para o Estado.
Fagundes, pré-candidato ao governo do Estado em 2026, deve ter como principal rival, até o momento, Otaviano Pivetta (Republicanos), que conta com o apoio pessoal de Mendes para sucedê-lo. Há cerca de 4 anos, em 2022, Fagundes foi eleito na mesma chapa de Mauro Mendes.





