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Lindbergh diz que governo fará mapa de votos para manter veto à dosimetria


O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), disse, nesta terça-feira (7/1), que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) irá trabalhar para manter o veto à dosimetria. A estratégia será reverter 34 dos 291 votos de deputados que aprovaram a proposta em dezembro.

Para o petista, a base do governo tem um mês para convencer os parlamentares no diálogo um-a-um, em uma movimentação semelhante à que se deu para arquivar a cassação de Glauber Braga (Psol-RJ).

A ideia dos representantes do Planalto é que o veto seja mantido na primeira rodada de votação em uma sessão conjunta, que é da Câmara, evitando que o Senado precise votar sobre o tema. A Constituição determina que um veto só pode ser derrubado com a votação da maioria das duas Casas.

Para isso, Lindbergh disse que o governo tem votos “mapeados” e citou legendas do chamado “centrão” que podem ter votos revertidos em potencial.

O Metrópoles apurou que o governo avalia ter uma cenário muito mais fácil na Câmara do que no Senado. Os líderes de Lula entraram em atrito com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) na reta final de 2025 e a relação ainda não está totalmente retomada.

Eentre os argumentos que o governo deverá usar para reverter o quadro na Câmara está o impacto nas eleições de 2026 e a reforma ministerial, atendendo partidos do centro.

Há uma expectativa de que Lula aproveite a cerimônia em lembrança dos atos do 8 de Janeiro, realizado no Palácio do Planalto, para vetar o projeto que diminui as penas para condenados pelos atos antidemocráticos.

“Eu estou convencido que o presidente vetando, nós temos todas as condições de manter o veto. Aquela votação [da Dosimetria, em dezembro] foi marcada de uma hora para a outra, marcada no dia. Aqui na Câmara houve 291 votos. No Senado, 48 votos. Nós temos que reverter 34 votos, que é uma tarefa muito possível. O governo vai ter mais tempo para trabalhar nisso. Trabalhar em cima dessa manutenção, com a mobilização da sociedade”, disse.

Lindbergh disse que a manutenção do veto à dosimetria, que poderia beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), é “a prioridade máxima” do governo neste início de ano. Ao mesmo tempo, minimizou a ausência dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), no ato de Lula.

“É um tema que divide muito a Casa. A gente queria ter uma aliança mais ampla em defesa da democracia, mas não é algo tão simples […] Se eles estivessem aqui presentes [no ato], eu tenho certeza que o presidente não faria [assinar o veto] para não ter constrangimento. Agora, já que eles não vão estar presentes, é uma decisão do presidente fazer amanhã”, disse.



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