Início GERAL Trama golpista tem 23 presos; 14 em regime fechado como Bolsonaro

Trama golpista tem 23 presos; 14 em regime fechado como Bolsonaro


Reprodução/UOL

Da esq. para a dir., em sentido horário: Augusto Heleno, Jair Bolsonaro, Braga Netto, Alexandre Ramagem, Mauro Cid, Anderson Torres, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira e Almir Garnier Santos

O STF (Supremo Tribunal Federal) chega a 2026 com 29 réus condenados por envolvimento na trama golpista para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder: 23 estão presos, sendo 14 em regime fechado, como o próprio ex-presidente, nove cumprem prisão domiciliar e três seguem foragidos.

Menos da metade dos 34 denunciados inicialmente está em regime fechado.

Onze deles foram detidos antes mesmo de ser encerrada a possibilidade de recursos.

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O tribunal julgou quatro dos cinco núcleos denunciados pela PGR (Procuradoria-Geral da República), no ano passado.

Apenas quatro réus foram presos depois de concluído todo o processo pelo STF.

São eles: os generais da reserva Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira, o ex-comandante da Marinha Almir Garnier e o ex-ministro da Justiça Anderson Torres.

Destes, apenas Heleno foi para prisão domiciliar, devido a seu estado de saúde.

O empresário Paulo Figueiredo não teve sua denúncia analisada.

Como mora nos EUA, o caso dele foi separado e ainda não tem previsão de ser julgado pelo tribunal.

Bolsonaro foi preso em regime fechado em novembro, antes de sua ação penal chegar ao fim.

Na ocasião, ele usou um ferro de solda para tentar romper a tornozeleira enquanto cumpria prisão domiciliar em Brasília.

Apenas o processo contra o núcleo 1, que envolvia Bolsonaro, foi concluído completamente.

Ele já teve o trânsito em julgado, ou seja, não cabem mais recursos para questionar a condenação. Já os núcleos 2, 3 e 4 estão em fase de embargos.

Nos outros três núcleos, na prática a maioria dos réus já está em alguma prisão.

As prisões domiciliares e preventivas acabam sendo descontadas depois do tempo de pena, já que os réus ficam com a liberdade restrita e proibidos de manterem contato com outras pessoas não autorizadas.

LIBERADOS – O delator Mauro Cid está em liberdade. Ele retirou a tornozeleira eletrônica em outubro e cumpre o restante de sua pena, negociada no acordo de colaboração premiada, no regime aberto.

Dois dos 34 denunciados tiveram a denúncia rejeitada.

A Primeira Turma do STF, que foi a responsável por todos os julgamentos da trama golpista, rejeitou a denúncia da PGR contra os assessores Cleverson Ney Magalhães e Nilton Diniz Rodrigues.

Outras duas pessoas foram absolvidas.

No final de 2025, o general da reserva Estevam Theophilo e o delegado da Polícia Federal Fernando de Sousa Oliveira foram liberados por falta de provas.

Militar foi absolvido após reunião do comandante do Exército com Moraes.

Foi a primeira vez que o ministro-relator votou pela absolvição de um dos réus, em novembro. N

o mês seguinte, ele votou para absolver Oliveira, que chegou a chorar em seu interrogatório perante o STF.

Nas duas ocasiões, Moraes foi seguido pelos outros ministros da Turma por unanimidade.

Dois condenados aguardam para finalizar acordo de não persecução penal.

Por terem recebido penas inferiores a quatro anos, os militares Márcio Nunes de Resende Júnior e Ronald Ferreira de Araújo tiveram o processo suspenso no dia 30 de dezembro e estão negociando um acordo com a PGR.

Os dois foram acusados de integrar o núcleo de “kids pretos”, que ajudou a executar os planos golpistas.

FUGAS – O ex-deputado federal Alexandre Ramagem fugiu antes de o STF concluir seu processo.

Ele saiu clandestinamente do Brasil por Roraima para Miami, nos Estados Unidos, e acabou perdendo o mandato.

Agora, a Justiça brasileira aguarda os trâmites do pedido de extradição junto aos EUA.

Ex-chefe da Abin também foi demitido. Com a condenação pelo Supremo, Ramagem foi demitido da PF, onde era delegado, mesma punição aplicada a Anderson Torres, atualmente preso no Complexo Penitenciário da Papuda.

Ex-diretor da PRF, Silvinei Vasques foi preso no aeroporto de Assunção (Paraguai) enquanto tentava embarcar para El Salvador.

Ao ser flagrado pelas autoridades paraguaias, foi entregue à Polícia Federal brasileira no dia 26 de dezembro.

O episódio desencadeou outras prisões.

Moraes determinou sua prisão preventiva e a prisão domiciliar de outros réus condenados que aguardavam em liberdade o fim de seus julgamentos.

Foi determinada a prisão de outros outros dez réus condenados.

Um deles, porém, não foi encontrado em seu endereço e é considerado foragido desde então: o empresário Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal, que elaborou um relatório técnico que embasou uma ação do PL para tentar questionar o resultado das urnas em 2022.

Outro considerado foragido é o militar Reginaldo Vieira de Abreu.

Ele é coronel da reserva e mora desde 2023 nos EUA.

Ele é alvo de um mandado de prisão, expedido em junho do ano passado, e que ainda está em aberto.

Apesar de viver fora, ele constituiu advogado e chegou a depor na ação penal.





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