Início GERAL Mauro não abre mão de reajuste de 4,26%. Servidor ameaça parar

Mauro não abre mão de reajuste de 4,26%. Servidor ameaça parar


Reprodução/Secom-MT

O governador Mauro Mendes (detalhe) disse que não abre do reajuste de 4,26% na RGA

O Palácio Paiaguás encaminha, nesta terça-feira (13), o projeto de Revisão Geral Anual (RGA), de 4,26%, à Assembleia Legislativa.

Em entrevista, o governador Mauro Mendes (União) afirmou que não vai ultrapassar “nem um mimlímetro a mais ou nem a menos” no percentual.

Segundo ele, a proposta “está dentro da lei”.

“O Governo vai fazer a recomposição da inflação anual. Se fosse mais, seria mais. Se fosse menos, seria menos. É o valor da inflação. É aquilo que está na lei”, disse, em entrevista.

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A expectativa dos servidores do Estado era que a RGA fosse de 19,52%, que, segundo a federação dos sindicatos da categoria, é um passivo acumulado, a recomposição das perdas acumuladas de 2017 a 2025. 

A Assembleia já convocou uma sessão para analisar a revisão, para a tarde desta quarta-feira (14).

A RGA é a atualização do salário dos servidores públicos para compensar as perdas causadas pela inflação, ao longo do ano.

Ela não é um aumento real, mas uma correção para manter o poder de compra da remuneração, evitando que o salário fique defasado com a alta dos preços. 

IMPACTO – Por meio da Secretaria de Comunicação Social (Secom), na manhã desta terça-feira, o Governo informou que a RGA de 4,26% pode gerar impacto de R$ 1.041.041.885,23 aos cofres públicos, em 2026.

E lembrou que o reajuste proposto segue o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

O Governo observa, ainda, que esse percentual considera o reajuste nos salários dos servidores do Executivo, Legislativo, Judiciário, Tribunal de Contas do Estado, Ministério Público do Estado e Defensoria Pública.

O impacto mensal estimado na folha de pagamento de todos os poderes é de R$ 80 milhões.

Com relação aos servidores do Estado, caso o projeto de lei do governo seja aprovado pela Assembleia, a revisão será incorporada no próximo salário, que será quitado no dia 30.

AMEAÇA DE GREVE –  Na segunda-feira (12), conforme o DIÁRIO antecipou, a Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso (Feesp-MT) admitiu a possibilidade de uma greve geral no funcionalismo estadual, caso o Governo não abra negociação sobre o passivo acumulado de 19,52% da Revisão Geral Anual (RGA).

Esse percentual, segundo os sindicatos, deixou de ser reposto nos últimos anos e vem corroendo o poder de compra dos salários.

A federação mobilizou dirigentes de diversas categorias para definir os próximos passos do movimento sindical, diante da posição do Executivo de não abrir mesa de negociação específica sobre o passivo.

Segundo a presidente da Feesp-MT, Carmem Machado, o principal impasse é a ausência de diálogo institucional com o Governo.





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