As informações que Anderson Kauan, de 8 anos, deu aos investigadores foram decisivas para que a polícia identificasse o local conhecido como “casa caída”, onde ele e os primos Isabelle, de 6 anos, e Michael, de 4, teriam passado ao menos uma noite após desaparecerem, no quilombo de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no interior do Maranhão, no dia 4 de janeiro.
Kauan sumiu junto com as outras duas crianças, mas foi encontrado sozinho três dias depois, debilitado e sem roupas, em uma área de mata. Desde então, o relato do que viveu com os primos passou a ser o principal ponto de partida para a força-tarefa que tenta localizar Isabelle e Michael há 12 dias.
Foi a partir dos depoimentos do menino que as equipes de busca conseguiram realizar a reconstituição do trajeto percorrido pelo trio. Com ajuda de cães farejadores, os investigadores confirmaram que as três crianças passaram pelo menos uma noite em uma cabana abandonada na mata, conhecida por moradores da região como “casa caída”.
Nesta sexta-feira (16/1), o caso já entra no 13º dia de buscas e segue cercado de mistério e apreensão entre familiares, moradores da comunidade e autoridades.
Reconstrução do trajeto
Logo após ser encontrado, Kauan passou por entrevistas conduzidas por profissionais capacitados, que utilizaram metodologia específica para escuta de crianças. A partir dessas conversas, os investigadores conseguiram reconstruir parte do trajeto percorrido pelo grupo na mata.
Durante os relatos, o menino apontou um local específico, descrito por ele como uma “casa caída”, uma espécie de cabana improvisada e abandonada, onde afirmou ter estado pela última vez com os primos. Eles teriam dormido no local.
Reconhecimento do local
Com base nas descrições, as equipes localizaram um ponto que correspondia às informações fornecidas por Kauan. O local foi marcado, fotografado e, posteriormente, as imagens foram apresentadas ao garoto.
De acordo com os investigadores, ele reconheceu, repetidas vezes, que aquele era exatamente o lugar onde esteve e passou a noite com Isabelle e Michael.
A confirmação permitiu que a operação concentrasse recursos de forma mais precisa na área.
Cães farejadores confirmaram a pista
Para validar tecnicamente o relato, o sistema de segurança acionou cães farejadores. A confirmação olfativa feita pelos animais permitiu constatar que as três crianças estiveram de fato na “casa caída”.
Após buscas minuciosas no local, nenhum outro vestígio da presença de Isabelle, Michael e Kauan foi encontrado na mata.
Buscas redirecionadas para o rio
Com as buscas terrestres esgotadas na área confirmada pelo relato de Kauan e pelos cães, a estratégia da operação foi alterada.
As equipes de busca agora ampliam a procura das crianças para rios e áreas alagadas próximas, incluindo patrulhamento com embarcações e buscas subaquáticas.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, as investigações seguem abertas e diversas hipóteses continuam sendo analisadas.
A força-tarefa, que reúne cerca de 200 agentes das forças de segurança, bombeiros, militares do Exército e voluntários, afirma que as buscas não serão interrompidas até que Isabelle e Michael sejam localizados.











