As indefinições quanto aos possíveis nomes na disputa presidencial, principalmente em relação aos dois maiores partidos de centro país, o União Brasil e o PP (Partido Progressista), reforçam nos Estados, candidaturas próprias, mesmo já estando em curso junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o pedido para a consolidação da Federação União Progressista que sinaliza liberar as bases e ficar de fora da disputa presidencial.
A decisão reforça ainda mais a posição do senador Jayme Campos (UB/MT) em disputar as eleições para o Governo de Mato Grosso, mantendo hegemonia do partido que venceu as duas últimas eleições com o ainda governador Mauro Mendes (UB) que pode deixar o mandato para disputar uma das duas vagas para o Senado da República, vaga esta hoje ocupada por Jayme Campos.
“Sou candidato ao governo do Estado de Mato Grosso. Trabalho para construir este projeto dentro do União Brasil e tenho recebido apoio dos mais variados, ou seja, tanto do nosso grupo político como de outros partidos que vislumbram a possibilidade de caminharmos juntos nas eleições, seja em um primeiro turno, seja em um segundo turno”, reafirmou Jayme Campos neste fim de semana cumprindo uma agenda cheia de compromissos.
Jayme Campos disse se sentir mais do que confortável com sua pré-candidatura diante do aceno que vem recebendo das mais variadas correntes político-partidárias, de segmentos sociais e econômicos em Mato Grosso, bem como aceno de setores industriais que tem interesse em expandir seus negócios no Estado e esperam contar com o apoio e a segurança jurídica de um eventual novo governo e suas novas regras.
O senador do União Brasil assegurou que constrói sua candidatura em bases políticas e sociais sólidas e que a repercussão não poderia ser melhor, ainda mais neste momento em que se está distante de decisões definitivas por parte dos partidos e candidatos, pois existe um calendário eleitoral e regras a serem legais a serem cumpridas.
No tocante a questão presidencial, Jayme Campos assinalou que aguarda as definições dos nomes dos postulantes e que para ele o melhor nome será do candidato que fizer e cumprir os compromissos com Mato Grosso, “sem extremismos, sem apelação e dentro da realidade do Brasil e de nosso Estado”.
Para ele a tendência do União Brasil e da própria Federação União Progressista (União Brasil e PP) é liberar as bases nos Estados justamente por ser a agremiação de centro-direita e não de extrema-direita ou extrema-esquerda.
“Extremismos e radicalismos não constroem pontes e apoios. Precisamos ter consciência de que a união de esforços permite que Mato Grosso e sua população cresçam, pois na atualidade, se tem uma situação bem distinta, ou seja, um Estado rico, mas de povo pobre e carente de políticas públicas mais eficientes, mais resolutivas. Hoje se tem resultados positivos, mas para uma parcela mínima da população, quando na realidade deveria ser para todos indistintamente, pois do que adiante ser o maior produtor de alimentos, o maior produtor de etanol, ter o maior rebanho bovino, tem metais preciosos, enfim uma série de riquezas que não chegam as mãos dos cidadãos comuns. Precisamos de menos carga tributária, mas políticas de conscientização ambiental e bons empregos com boa renda”, disse Jayme Campos.
Com a polarização na disputa presidencial, hoje encaminhada para a quarta eleição do presidente Lula (PT), contra o senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ) que estaria assumindo o espólio deixado pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena de prisão de 27 anos e se encontra inelegível, partidos como o União Brasil e o PP que são as maiores siglas de centro já admitem liberar suas bases nos Estados em busca de vitórias eleitorais nos 27 Governos dos Estados e do Distrito Federal, nas 513 vagas da Câmara dos Deputados, nos dois terços do Senado da República (54 vagas que estarão em disputa de um total de 81) e nas 27 Assembleia Legislativas e Câmara Distrital que somam 1.059 cadeiras de deputados estaduais e distritais.
Essa situação favorece e muito o senador Jayme Campos, apesar do governador Mauro Mendes ter externado sua preferência pessoal pela candidatura do seu atual vice-governador, Otaviano Pivetta, que não pertence ao União Brasil, pois é filiado ao Republicanos, o que distancia o União Brasil de uma eventual coligação.
Os principais líderes do União Brasil e do Partido Progressista veem com dificuldade um eventual apoio a Flávio Bolsonaro (PL) por considerarem como difícil a viabilidade do seu nome e por representar a extrema-direita, não se colocando como candidato de centro, ou seja, menos radical.
A condição do União Brasil e do PP para fechar um apoio formal à candidatura de Flávio Bolsonaro é que ele se viabilize como candidato do centro-direita, e não como um nome da extrema direita. Nesse último caso, a avaliação é que Flávio estaria na disputa apenas para cumprir tabela e defender o legado do pai.
Dirigentes dos dois partidos não consideram apoiar outro nome, apesar de existir dentro da União Brasil a possibilidade do governador de Goiás, Ronaldo Caiado e já admitem não apoiar ninguém.
Esse cenário beneficia Lula, uma vez que a dupla PP–União tem estrutura de tempo de TV e Rádio, mais de R$ 1 bilhão em fundos partidários e eleitoral e um verdadeiro exército de cabos eleitorais, com maioria de prefeitos, governadores, deputados e vereadores, estrutura que ajudaria Flávio a alavancar sua candidatura.
O possível desembarque dos dois principais partidos do “Centrão” está sendo discutido depois do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) descartar o apoio a uma eventual candidatura presidencial do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o que no caso fortaleceria a candidatura de Otaviano Pivetta em Mato Grosso que é do mesmo partido que o governador de São Paulo.
No cenário de Mato Grosso, o exército de prefeito, vices, vereadores, secretários e filiados favorecem a candidatura própria do senador Jayme Campos que defende que os quase 60 mil filiados da sigla sejam reunidos e decidam qual o melhor caminho a ser percorrido, ou seja, a candidatura própria com seu nome puxando a chapa majoritária e as possíveis composições com partidos aliados ou a candidatura de um terceiro de outra agremiação.
Jayme Campos ainda ressaltou que trabalha não apenas por sua candidatura, mas também pela candidatura dos deputados federais e estaduais do União Brasil e até mesmo do Partido Progressista diante da Federalização de ambas as siglas e defendeu o mesmo cenário de 2018 quando Mauro Mendes foi eleito governador, ele foi eleito senador e o partido ainda elegeu deputados federais e estaduais, quadro que permitir em 2020 a eleição de vários prefeitos, vices e vereadores.
“O quadro de 2018 se consolidou nas eleições municipais de 2020, foi repetido em 2022 e ampliado em 2024 e podemos e vamos avançar ainda mais em 2026”, disse Jayme Campos sinalizando trabalhar pela unidade partidária enquanto se aguarda as decisões dos nomes que estarão em disputa neste ano de 2026 e disparou: “A única certeza que tenho é de que serei candidato ao Governo do Estado de Mato Grosso com o apoio da população”, frisou.





