O deputado estadual Eduardo Botelho (UNIÃO) alertou sobre os riscos de uma nova divisão no União Brasil para as eleições de 2026. Segundo ele, isso pode levar a uma nova derrota, similar ao ocorrido quando ele concorreu à prefeitura de Cuiabá em 2024.
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Botelho, que foi candidato a prefeito e acabou derrotado, atribuiu a perda da eleição municipal à divisão partidária, embora tenha dito ter feito os seus esforços para manter o grupo unido.
“Um dos fatores que me levou a perder a eleição foi a divisão partidária”, afirmou em entrevista nesta quinta-feira (14). “Apesar de eu ter feito tudo para unir, não ficou unido. Isso daí acarretou que nós perdessemos a eleição.”
“Se acontecer essa divisão, novamente nós vamos ter chance de perder essa eleição. Esse grupo é forte? É um grupo que está dando resultado? É, mas esse grupo tem que se manter junto e unido. Se esse grupo dividir, a chance de perder passa a ser grande e gigante”, continuou.
Nas eleições municipais de 2024, Botelho superou Fábio Garcia (UNIÃO) nas prévias internas – apesar de Garcia ter tido a prefeitura do governador Mauro Mendes, da primeira-dama Virginia Mendes e do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
Apesar de ter ido a disputa, Botelho foi derrotado nas urnas, ficando em terceiro lugar e não avançando para o segundo turno.
O União Brasil enfrenta um novo impasse em relação à eleição de 2026, desta vez envolvendo o governo do estado. Enquanto uma ala defende uma candidatura própria para o governo, outra parte, que inclui o governador Mauro Mendes (presidente do partido), prefere apoiar Otaviano Pivetta (Republicanos).
Soma-se a essa divisão a insatisfação de filiados que reclamam da pouca articulação e de uma certa “inércia” da executiva do partido no que diz respeito às estratégias para 2026.
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