O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, minimizou as críticas às decisões que levaram à taxação de compras internacionais, com o fim da isenção de impostos para compras de até US$ 50.
Em entrevista ao UOL nesta segunda-feira (19), Haddad foi questionado sobre a “vitória” da oposição em conseguir vincular sua imagem a ações do Ministério da Fazenda que, embora benéficas às contas públicas ao taxar os mais ricos e proteger o mercado nacional, resultaram em mais impostos — movimento que lhe rendeu o apelido de “Taxadd”.
“Taxei mesmo. Fico muito feliz em ser lembrado como o único ministro da Fazenda dos últimos 30 anos que taxou offshores, fundos familiares fechados, paraísos fiscais e as bets. A oposição está certa, a taxação BBB (bancos, bets e bilionários) saiu do papel”, afirmou.
Haddad defendeu que é dever do Estado fazer o intermédio entre “patrões que ganham mais” e trabalhadores que dependem do governo para garantir acesso básico à saúde, educação e alimentação.
“Se a oposição quiser tocar bumbo em torno disso, ‘be my guest’. Eu estou feliz por vocês lembrarem que eu sou o ministro da Fazenda que teve coragem de taxar o andar de cima, de cobrar condomínio de quem morava na cobertura e não pagava”, disse.
Pix
Na terça-feira (13), Haddad havia acusado a oposição de financiar, com recursos de origem ilegal, a disseminação de notícias falsas sobre impostos e o sistema Pix. Segundo o ministro, influenciadores estariam sendo contratados para espalhar boatos relacionados ao lançamento da plataforma da reforma tributária, incluindo a falsa informação de que haveria criação ou aumento de impostos.
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“Estão contratando, com dinheiro sujo, influenciadores para soltar esse tipo de fake news. Esse tipo de ação favorece o crime organizado e não traz qualquer benefício ao país”, afirmou.





