Angelo Varela/Secom-MT
A sessão extraordinária na Assembleia Legislativa foi realizada no fim da tarde desta quarta-feira (21): aprovação da RGA com aumento foi aprovada por unanimidade
Por unanimidade, os deputados estaduais aprovaram, no fim da tarde desta quarta-feira (21), o reajuste de 5,40% na Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos de Mato Grosso, para o ano de 2026.
A votação foi realizada durante sessão extraordinária na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
O evento, como das vezes anteriores, foi marcado por protestos dos funcionários públicos.
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O reajuste será pago na folha deste mês.
Inicialmente, o governador Mauro Mendes (União) havia proposto 4,26% de reajuste.
Na tarde desta quarta-feira, antes da votação, deputados estiveram no Palácio Paiaguás e conseguiram o aumento para 5,40%.
A sessão extraordinária estava marcada começar às 15h, mas foi suspensa em razão de reunião entre deputados e representantes sindicais para tratar do aumento do percentual.
Antes da votação, o presidente da ALMT, Max Russi, afirmou, em plenário, que o aumento representa um avanço possível dentro das negociações com o Executivo.
“A base do Governo esteve lá no Palácio e conseguimos um avanço significativo, talvez não aquilo que os nossos servidores quiseram, mas conseguimos avançar e tivemos um projeto alterado”, disse.
Como foi amplamente divulgado, os servidores estaduais queriam a recomposição integral das perdas inflacionárias acumuladas desde 2018.
Essa recomposição, segundo cálculos da federação que reúne os sindicatos da categoria, chegaria a 19,52%.
A primeira sessão extraordinária para a votação do reajuste havia sido marcada para o último dia 14, mas foi suspensa porque o projeto de lei do Governo do Estado não foi entregue ao Legislativo em tempo hábil.
JOGO DURO – Na semana passada, em entrevista, o governador Mauro Mendes afirmou que não iria ultrapassar “nem um mimlímetro a mais ou nem a menos” no percentual.
Segundo ele, a proposta de 4,26% estava “dentro da lei”.
“O Governo vai fazer a recomposição da inflação anual. Se fosse mais, seria mais. Se fosse menos, seria menos. É o valor da inflação. É aquilo que está na lei”, disse ele.
A RGA é a atualização do salário dos servidores públicos para compensar as perdas causadas pela inflação, ao longo do ano.
Ela não é um aumento real, mas uma correção para manter o poder de compra da remuneração, evitando que o salário fique defasado com a alta dos preços.
Por meio da Secretaria de Comunicação Social (Secom), o Governo informou que a RGA de 4,26% poderia gerar impacto de R$ 1.041.041.885,23 aos cofres públicos, em 2026.
E lembrou que o reajuste proposto seguia o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
O Governo observou, ainda, que esse percentual considera o reajuste nos salários dos servidores do Executivo, Legislativo, Judiciário, Tribunal de Contas do Estado, Ministério Público do Estado e Defensoria Pública.
O impacto mensal estimado na folha de pagamento de todos os poderes é de R$ 80 milhões.





