Resultado anual bate recorde, cresce em termos reais e reforça fôlego fiscal do governo sem depender de receitas atípicas
A arrecadação das receitas federais somou R$ 2,928 trilhões em 2025, em valores corrigidos pelo IPCA, segundo a Receita Federal. O dado foi divulgado nesta 5ª feira (22.jan.2026) e representa um recorde e crescimento real de 3,65% ante 2024.
O avanço indica melhora do fluxo de receitas em um ano de atividade econômica mais firme e tem impacto direto sobre o resultado fiscal da União. O total engloba tributos administrados pelo órgão e receitas recolhidas por outros entes. Do montante, R$ 2,763 trilhões vieram de receitas administradas pela Receita Federal, com alta real de 4,27% em 12 meses.

RESULTADO MENSAL
Em dezembro, a arrecadação alcançou R$ 292,7 bilhões em valores correntes, com crescimento real de 7,46% na comparação com o mesmo mês de 2024.
O desempenho foi puxado, sobretudo, por tributos ligados à renda e ao setor financeiro, além do avanço do PIS/Pasep e da Cofins.
Entre os destaques do mês, o IRPF (Imposto de Renda Pessoa Física) sobre rendimentos de capital cresceu 22,7% em termos reais, influenciado pela tributação sobre fundos e títulos de renda fixa.
O IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) avançou 26,7%, após mudanças na legislação por meio do Decreto 12.499/25. A arrecadação previdenciária subiu 4,45%, em linha com a expansão real da massa salarial.
ACUMULADO
No acumulado do ano, além da receita previdenciária, tiveram desempenho relevante o PIS/Cofins, com alta real de 3,03%, e o IOF, que cresceu 20,5%.
Os tributos sobre comércio exterior também avançaram, em razão da alta do câmbio e do aumento das alíquotas médias.
A Receita Federal afirmou que o resultado de 2025 reflete a combinação de maior atividade no setor de serviços, expansão do crédito e elevação da massa salarial. Também houve contribuição de mudanças legais em tributos específicos, como o IOF.
O fechamento em R$ 2,928 trilhões reforça o espaço fiscal do governo em 2026 e reduz a dependência de receitas não recorrentes. Sem esses fatores atípicos, a arrecadação administrada pela Receita Federal teria crescido 4,82% em termos reais no ano.





