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Irmãos são condenados a 63 anos de prisão por assassinato de filha de deputado em MT



Após um julgamento que durou mais de 16 horas e se estendeu da manhã de quinta-feira (22) até a madrugada desta sexta-feira (23), o Tribunal do Júri condenou os irmãos Romero Xavier Mengarde e Rodrigo Xavier Mengarde a um total de 63 anos e 3 meses de prisão pelo homicídio qualificado de Raquel Cattani, filha do deputado estadual Gilberto Cattani (PL). A vítima foi morta a facadas em julho de 2024. A decisão do Conselho de Sentença foi anunciada no plenário do Fórum da Comarca de Nova Mutum (265 km de Cuiabá).

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Rodrigo Xavier Mengarde foi condenado à pena de 33 anos de reclusão, em regime fechado, sendo 30 anos o limite máximo de pena previsto na legislação penal brasileira, pelos crimes de homicídio e furto. Já Romero Xavier Mengarde, ex-marido de Raquel, deve cumprir 30 anos e 3 meses de prisão em regime fechado, pena que corresponde, também , ao máximo legal permitido.

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o crime ocorreu em 18 de julho de 2024, na residência da vítima na zona rural de Nova Mutum. A acusação sustentou que o homicídio foi um feminicídio, premeditado e executado com extrema crueldade.

Os promotores de Justiça João Marcos de Paula Alves e Andreia Monte Alegre Bezerra de Menezes atuaram no Tribunal do Júri. Eles destacaram a crueldade do crime e a consistência das provas reunidas ao longo da investigação.

Nos debates, o promotor João Marcos de Paula Alves enfatizou aos jurados que, no processo, está comprovada a união de vontades dos réus em matar a vítima. “A verdade processual demonstra que ambos atuaram na execução brutal da vítima”, declarou.

O laudo pericial apontou que Raquel Cattani sofreu 40 facadas, em um ataque prolongado e violento. A promotora Andreia Monte Alegre Bezerra de Menezes descreveu em plenário o sofrimento da vítima, que, em um ato de desespero, “tentou se defender até arrancar os próprios cabelos”.

“O homicídio praticado de forma cruel. A Raquel sofreu. A Raquel sofreu por 40 feridas. Tentou se defender até arrancar os próprios cabelos. Não bastava matar. Ela tinha que sofrer. Foi cruel. Um homicídio no contexto de violência doméstica”, destacou a promotora Andreia Monte. 

Para ela, o sucesso pessoal e profissional de Raquel, uma jovem de 26 anos, teria sido o motivo que incomodou o ex-marido, Romero, levando ao crime encomendado. 

“Raquel era uma jovem de 26 anos que sonhava que tinha um futuro promissor e esse sucesso incomodou. Como incomodou Romero o sucesso da Raquel”.

A promotoria apresentou provas técnicas, como a sincronia na perda de sinal dos celulares dos dois irmãos, para comprovar que ambos estavam juntos no local do crime.

A sentença foi proferida pela juíza Ana Helena Alves Porcel Ronkoski, titular da 3ª Vara da Comarca de Nova Mutum. 



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