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Alvo de operação por esquema que criou perfis falsos de magistrados, guia turístico segue foragido



O guia turístico Felipe Fontes Nazário segue sendo procurado pelas forças de segurança pública desde a última quarta-feira (21), quando o Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco) do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) deflagrou operação para desarticular grupo suspeito de criar perfis falsos nas redes sociais se passando por magistrados. Dentre os alvos, constam o advogado Rafael Valente e os Policiais Militares Eduardo Soares de Moraes e José Menino de Souza. Caso veio à tona após a entrega de um envelope com R$ 10 mil em espécie ao desembargador José Zuquim Nogueira, presidente do Tribunal (TJMT), em julho do ano passado.

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Ao todo, foram expedidas dez ordens judiciais, sendo seis mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão contra os criminosos, sendo que Felipe segue foragido até então, conforme confirmado pela reportagem junto a fontes oficiais.

Durante o cumprimento das diligências, na residência de José Menino, foram encontrados R$ 350 mil em espécie, além de uma grande quantidade de cheques e notas promissórias.

Outro alvo preso pelas equipes do Naco é apontado como um dos líderes da associação criminosa e responsável pela criação de perfil falso em nome do presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira.

Além do policial, o traficante Christoffer Augusto dos Santos, de 27 anos, o advogado Rafael Valente e o sargento da Polícia Militar Eduardo Soares também foram presos, suspeitos de integrar o esquema criminoso, sendo Eduardo apontado como um dos líderes da empreitada.

O processo tramita em segredo de justiça. A operação contou com apoio do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) – força-tarefa integrada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo, e da Corregedoria da Polícia Militar.

Envolvido na morte do advogado Renato Nery, o também militar Jackson Pereira Barbosa também teria participação no caso dos R$ 10 mil entregues em um envelope em nome do presidente do Tribunal de Justiça, José Zuquim Nogueira, no ano passado. A operação foi deflagrada após este episódio.

De acordo com a versão, o advogado Rafael Valente teria procurado Jackson no dia 24 de julho, quando ele estava preso na Rotam, oferecendo a soltura por R$ 40 mil — R$ 10 mil antecipados e R$ 30 mil após a saída. A recusa foi imediata e Jackson teria comunicado o fato à Corregedoria no mesmo dia, com registro formal. No dia seguinte, o mesmo advogado retornou, mas Jackson se recusou a atendê-lo.

Os advogados de Jackson, Renato Carneiro e Leonardo Salles, ressaltam não saber em que momento o advogado suspeito passou a procurar outras pessoas próximas ao militar, mas que teria oferecido a mesma proposta à ex-companheira de Jackson, Laura, e ao sargento Eduardo Soares de Moraes. Preocupada com a situação do ex-marido, Laura teria entregue os R$ 10 mil seguindo orientação do suposto advogado. Teria sido ele quem chamou um motorista por aplicativo para fazer a entrega no tribunal, sem que Laura ou Eduardo soubessem do destino final do dinheiro, tudo em nome de Zuquim.

O processo envolve Jackson, Laura e Eduardo, denunciados pelos crimes de associação criminosa (art. 288), falsidade ideológica (art. 299) e falsa identidade (art. 307), pela entrega do dinheiro vivo na sede do Tribunal (TJMT), em agosto. As defesas apresentaram respostas preliminares, com alegações de inépcia da denúncia e pedidos de liberdade. O Ministério Público se manifestou contra as teses e pediu o prosseguimento da instrução.



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