Início GERAL Para diminuir desgaste, Governo anuncia pagamento com a RGA

Para diminuir desgaste, Governo anuncia pagamento com a RGA


Reprodução/Secom-MT

O governador Mauro Mendes (detalhe) agora se esforça para evitar destas e “trata bem” os servidores públicos

Procurando se descolar do desgaste gerado a partir do confronto com os servidores públicos e com o Movimento Sindical Unificado, por causa da concessão da Revisão Geral Anual (RGA), o Governo Mauro Mendes (União) passou a dispensar uma “atenção especial” ao funcionalismo público estadual.

Devendo-se registrar que a RGA, mensurada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), atingiu a 4,26% em 2025 e, após uma dura negociação com os deputados estaduais, por causa das próximas eleições, o Palácio Paiaguás a elevou para 5,40%.

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Com um dia de antecedência, a Secretaria de Comunicação Social (Scom-MT) anunciou que o Governo do Estado paga o salário de janeiro nesta sexta-feira (30), com a recomposição das perdas de 5,40%.

Para justificar o anúncio, a secretaria alegou suposta fake news sobre um possível atraso no pagamento da folha de salário deste mês.

“O Governo de Mato Grosso esclarece que tratam-se de fake news conteúdos que circulam, nesta quarta-feira (28.1), em meios digitais apontando atraso no pagamento da folha do mês de janeiro. Os salários dos servidores estaduais serão quitados na próxima sexta-feira (30.1), conforme calendário divulgado, com a correção de 5,4% da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz informe da Secom-MT. Leia AQUI.

Desde o governo Blairo Maggi (PP) – de 2003 a 2010 -, foi instituído um calendário anual com as datas mensais dos pagamentos dos salários, derrubando a previsão legal da Constituição do Estado de Mato Grosso de 1989, que, até hoje, se encontra em vigor e que estabelece até o dia 10 do mês seguinte para o pagamento dos salários do funcionalismo público.

A partir de 2010, em poucos meses, mas apenas nos governos Pedro Taques (2016) e Mauro Mendes (2019), houve atrasos nos pagamentos dos salários dos servidores públicos.

Taques, à época, alegou a crise financeira e o excesso de compromissos aprovados pela gestão anterior de Silval Barbosa (MDB), para justificar dificuldades em pagar salários no mês trabalhado.

A partir de setembro de 2016, sua gestão conseguia pagar a quase totalidade dos salários até o dia 30 do mês trabalhado, mas muitos ficavam para o dia 5 e até o dia 10 do mês subsequente.

Já Mauro Mendes assumiu com salários atrasados, alegando uma divida, em 2019, da ordem de R$ 4 bilhões.

Em setembro de 2020, em matéria da Secretaria Adjunta de Comunicação Social da Casa Civil – no início de sua gestão, Mauro Mendes extinguiu a Secretaria de Comunicação Social, bem como outras pastas para aliviar os gastos públicos -, a então gestão anunciou que “em pouco mais de 1 ano e 9 meses, o Governo de Mato Grosso conseguiu consertar o Estado, que agora possui as finanças equilibradas, pagamento dos servidores em dia e centenas de obras em andamento em todas as regiões”. Leia AQUI.

Certo mesmo é que, com a proximidade das eleições, o tratamento para algumas informações ganharam mais empenho por parte do Governo Mauro Mendes.

Ele sentiu o desgaste do confronto com os servidores, tanto que recuou de sua inflexível postura, quando questionado sobre a RGA dos servidores e declarou: “Vai ser o que está na lei os 4,26% estabelecidos e nem um milímetro a mais”.

Acabou sendo 1,14% a mais do que o estabelecido na lei. E, agora com um esforço hercúleo para que o desgaste seja dissipado no tempo, antes das eleições para que não haja repercussões negativas, pois, se tem algo que muda em ano eleitoral é o humor dos eleitores.





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