Gabriel Gandi Zahran e Camillo Gandi Zahran, irmãos e herdeiros do Grupo Zahran, foram alvos da segunda fase da Operação Castelo de Cartas, deflagrada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (28). Os dois, herdeiros do grupo que é proprietário da TV Centro América, são suspeitos de utilizar o nome da família Zahran para a prática do crime de estelionato.
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Foram cumpridos mandados nos endereços dos irmãos em Campo Grande (MS) e no interior de São Paulo. Durante a ação, foram apreendidos R$ 250 mil em dinheiro, 10 carros de luxo, sete relógios Rolex, um relógio Cartier e R$ 1,5 milhão em notas promissórias na residência de Gabriel, que foi conduzido à delegacia para prestar depoimento.
Já Camillo está foragido e possui mandado de prisão em aberto. Os irmãos são filhos do ex-deputado federal Gandil Jamil, de Mato Grosso do Sul, e netos de Ueze Zahran, fundador do grupo empresarial.
Eles são investigados por vender empresas de fachada e, para atrair as vítimas, prometiam retorno financeiro elevado. Até o momento, não há um número total de vítimas identificado, mas há registros de ocorrências na delegacia de São José do Rio Preto (SP), segundo informações do portal Campo Grande News.
Ambos já possuem histórico na Justiça. Em 2021, Gabriel respondeu por homicídio culposo e firmou acordo judicial. Já Camillo é alvo de uma ação de cobrança no valor de R$ 5,3 milhões por investimentos não realizados.
Ao portal Campo Grande News, o delegado Fernando Tedde afirmou que os irmãos pertencem à família controladora do grupo empresarial, mas não integram a administração das empresas. Segundo ele, apesar disso, ambos se beneficiariam da influência do sobrenome.
“Pelo que apuramos, eles até recebem dividendos, mas não participam da gestão. Ainda assim, criaram uma situação falsa de investimentos para movimentar dinheiro”, declarou o delegado.
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