A última sessão de janeiro promete ser de queda para o mercado brasileiro, em meio às notícias sobre a iminente escolha de Donald Trump, presidente dos EUA, para o Federal Reserve. Diversas notícias sugerem que o ex-diretor do banco central Kevin Warsh seria sua provável escolha.
O EWZ, iShares MSCI Brazil, ETF (fundo de índice) que representa os ADRs (recibo das ações de empresas listadas na bolsa de NY) brasileiros, registrava forte queda de 1,65%, a US$ 37,49, às 7h50 (horário de Brasília). Os ADRs (recibo de ações negociados na Bolsa de Nova York) da Petrobras PBR (equivalente aos ativos ordinários PETR3) tinham baixa de 3,28%, a US$ 15,02, no mesmo horário.
O fundo de índice brasileiro acompanha Wall Street: mais cedo, o futuro do S&P 500 caía 1,04%, enquanto o contrato futuro do Nasdaq 100 tinha queda de 1,31%, e o futuro do Dow Jones recuava 0,93%. Contudo, o movimento foi amenizado ao longo da manhã, com baixas de cerca de 0,8% para os índices.
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A Bloomberg News informou que a Casa Branca está se preparando para que Trump nomeie Warsh como o próximo chair do Fed. A Reuters informou que Warsh foi à Casa Branca para uma reunião com Trump na quinta-feira.
A probabilidade de contratos apostando que Trump indicará Warsh para liderar o banco central subiu para 94% no site de mercado de previsões Polymarket, ante 33% no dia anterior.
Os mercados em geral veem Warsh como um candidato que defenderia taxas de juros mais baixas, mas muito aquém do afrouxamento mais agressivo associado a outras escolhas potenciais, incluindo Kevin Hassett, Christopher Waller e Rick Rieder. Um cenário de juros mais altos nos EUA impactaria a rotação de capital para os mercados emergentes. Quando os juros americanos ficam mais altos, os ativos denominados em dólar tornam-se mais atrativos e há uma tendência de migração de capital em direção aos Estados Unidos.
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Trump disse que pretende anunciar sua escolha para substituir o chair do Fed, Jerome Powell, nesta sexta-feira.
Warsh é visto como uma figura relativamente moderada, uma das escolhas menos radicais e notavelmente mais cauteloso em relação à implementação de um forte estímulo monetário, apesar de sua preferência por taxas mais baixas.
“Ele é um ex-diretor do Fed e, embora tenha a reputação de ser um defensor de uma política monetária mais apertada… recentemente tem defendido publicamente um novo corte na taxa de juros, alinhado com o pensamento de Trump”, disse Susannah Streeter, estrategista-chefe de investimentos do Wealth Club.
“No entanto, sua experiência e atitude passadas sugerem que ele provavelmente manterá a linha se pressões inflacionárias acentuadas retornarem.”
(com Reuters)





