O senador Jayme Campos (UNIÃO) recuou, nesta sexta-feira (30), em entrevista à TV Vila Real, da declaração em que citou um acordo de apoio mútuo com o senador Wellington Fagundes (PL), seu possível adversário na disputa pelo governo do Estado. Ambos são pré-candidatos ao Palácio Paiaguás.
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Na proposta, que agora ele afirma “não ter passado de uma brincadeira”, estava prevista a inclusão de suas respectivas esposas na chapa majoritária. A revelação inicial foi feita em entrevista em Barra do Garças, mas sem qualquer menção ao termo “brincadeira”.
“Foi uma brincadeira que eu fiz com o Wellington. Tanto que levei o na imprensa. Inclusive, eu conversei com o Wellington há três dias e ele me pediu: ‘Jayme, me apoia’. Eu disse: ‘posso apoiar o senhor, desde que você esteja melhor na pesquisa’. Foi num tom de brincadeira”, explicou.
Segundo o relato do senador, a conversa teria continuado em tom descontraído. “E se eu estiver melhor do que você, você me apoia?”, questionou Jayme. Ele afirmou que Fagundes respondeu: “Desde que você, me apoiando, Jayme, eu queria que você cedesse a Dona Lucimar para ser a minha vice. E quando for você o candidato, eu queria que você convidasse a minha esposa, a Mariene”.
O suposto acordo, tratado agora como brincadeira, previa que, se Fagundes aparecesse com vantagem nas pesquisas, Jayme o apoiaria e sua esposa, a ex-prefeita de Várzea Grande Lucimar Campos (UNIÃO), seria a vice na chapa do PL.
Caso contrário, se Jayme estivesse na frente, Fagundes daria apoio a ele, e a esposa de Wellington, ex-presidente do PL Mulher em Mato Grosso Mariene de Abreu Fagundes, seria a candidata a vice na chapa do União Brasil.
Reafirmando sua disposição em concorrer ao governo do estado, Jayme Campos deixou claro que sua candidatura está subordinada à vontade do partido, mas bateu o pé e disse que não volta atrás nessa decisão. “Minha candidatura não tem recuo. Eu sou pré-candidato da União Brasil. Só não serei se o partido não quiser ter candidatura própria”.
O senador anunciou que proporá uma consulta interna para definir os rumos da legenda. “O que eu proponho? Fazer uma pesquisa no partido. Ouvindo prefeitos, vereadores, deputados federais, estaduais. Com apenas um quesito: ‘O partido gostaria de ter uma candidatura própria ao governador? Sim ou não?’. Se o partido falar não, não tem porquê eu ser candidato”.
“Tenho certeza absoluta que hoje eu tenho 80%, 90% do partido fechado com a possível candidatura do senador Jayme Campos. Esse propósito eu vou fazer. Vou pedir uma reunião partidariamente falando”.





