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Pedido de processante contra Chico 2000 é lido em plenário e seguirá para análise jurídica



A presidente da Câmara de Cuiabá, Paula Calil (PL), defendeu a abertura de uma Comissão Processante contra o vereador afastado Chico 2000 (sem partido). O pedido, que pode resultar na cassação do mandato, foi protocolado pelo advogado Julier Sebastião (PT) e lido na sessão desta terça-feira (03).

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Em entrevista à imprensa, Paula afirmou que a representação seguirá os trâmites regimentais e que, após a leitura em plenário, será encaminhada à Procuradoria da Casa para análise dos requisitos de admissibilidade. Em seguida, o parecer será submetido à votação dos vereadores, a quem caberá decidir sobre a instauração ou não da comissão.

Segundo a presidente, ainda é prematuro tratar de perda de mandato. Ela afirmou que a eventual instalação de uma Comissão Processante tem como objetivo garantir o direito de defesa do parlamentar e dar transparência ao processo. De acordo com Paula, não cabe julgamento antecipado, e o vereador terá a oportunidade de prestar esclarecimentos à sociedade.

Paula também informou que aguarda manifestação da Procuradoria da Câmara sobre a convocação do suplente do PL, partido pelo qual Chico 2000 foi eleito. Segundo ela, somente após o parecer jurídico a Mesa Diretora decidirá se haverá ou não a convocação.

O pedido de Comissão Processante foi apresentado após Chico 2000 ser apontado como principal alvo da Operação Gorjeta, deflagrada pela Polícia Civil, que investiga um suposto esquema criminoso envolvendo emendas parlamentares. A operação resultou no afastamento do vereador do mandato, bloqueio de bens e imposição de outras medidas cautelares.

Na representação, Julier afirma que a Câmara voltou a ser alvo de uma grande operação policial, o que teria provocado nova exposição negativa do Legislativo. Conforme o documento, Chico 2000 é investigado por supostos crimes de desvio de recursos públicos, associação criminosa e lavagem de dinheiro, em um esquema que envolveria servidores públicos, um instituto sem fins lucrativos, empresas privadas e um empresário do setor esportivo.

Segundo a denúncia, as investigações indicam que emendas parlamentares teriam sido direcionadas a um instituto e a uma empresa específica, com parte dos recursos retornando ao vereador responsável pelas indicações. Julier também destaca que esta não é a primeira investigação envolvendo o parlamentar, lembrando que, em 2025, Chico 2000 foi alvo da Operação Perfídia, que apurou suposto pagamento de propina para aprovação de projetos relacionados às obras do Contorno Leste.

O advogado sustenta ainda que a repetição de operações policiais envolvendo o mesmo vereador compromete a imagem da Câmara e cita prejuízos financeiros ao Legislativo, uma vez que, durante o afastamento, Chico 2000 continua recebendo salário superior a R$ 30 mil. Para Julier, os fatos configuram quebra de decoro parlamentar e justificam a instalação da Comissão Processante, com a possibilidade de cassação ao final do processo.

A representação foi protocolada no dia 27 de janeiro e aguarda deliberação do plenário após análise da Mesa Diretora e da Procuradoria da Câmara.



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