Início GERAL Mauro contesta Taques e Jayme e articula para esvaziar Assembleia

Mauro contesta Taques e Jayme e articula para esvaziar Assembleia


Secom-MT/Agência Senado

O governador Mauro Mendes, que foi alvo de denúncias de Pedro Taques sobre supostas fraudes e de críticas de Jayme Campos sobre favorecimento

O governador Mauro Mendes (União) negou que exista alguma ilegalidade na transação entre o Governo do Estado e a Empresa de Telecomunicações Oi S/A, em um negócio que rendeu R$ 308 milhões.

O dinheiro foi parar em fundos de investimentos, que, segundo denúncias do ex-governador Pedro Taques (PSB), serviram de intermedários para uma operação de devolução dos recursos para empresas do filho do próprio chefe do Executivo, Luiz Antonio Taveira Mendes, além de empresas de outras pessoas ligadas ao  governador.

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Entre 2011 e 2018, Taques foi senador e governador de Mato Grosso, eleições conquistadas pelo voto popular, com apoio do hoje governador Mauro Mendes; Este, por sinal, disse esperar que o ex-aliado tenha patrimônios para lhe ressarcir pelas “falsa acusações”. Lembrou que já ingressara com ações visando “repor a verdade dos fatos”.

Na segunda-feira (2), o dia de Mauro Mendes começou cedo, ao determinar que todos os secretários de Estado lhe acompanhassem na sessão solene de inauguração da 4ª Sessão Legislativa da 20ª Legislatura, na Assembleia Legislaita, no seu último ano do segundo mandato.

Até o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) foi convocado. Houve quebra de protocolo, permitindo que o pré-candidato ao Palácio Paiaguás fizesse discurso, enaltecendo as ações da gestão da qual faz parte.

Apresentação da mensagem de Mauro Mendes com os negócios do Estado de Mato Grosso, uma prestação de contas do que já foi executado e do que pretende fazer nos últimos meses à frente de seu mandato – de 62 dias, caso se desincompatibilize para disputar uma vaga no Senado -, deixou de ser o ponto alto da solenidade.

O governador, em entrevista, evitou assumir que seja pré-canddato e que esteja prestes a deixar o comando do Palácio Paiaguás, em.meio a um “tiroteio”, que segundo ele, está se dando por questões eleitorais, e não legais.

Mauro Mendes foi, de certa forma, evasivo diante das denúncias do ex-amigo e companheiro Pedro Taques ,que, em uma ação popular, colocou no rol de suspeitos (e possíveis réus) o filho do chefe do Executivo, Luis Antônio Taveira Mendes.

Também estão na lista o desembargador Ricardo Gomes de Almeida; o ex-senador Cidinho Santos (PP); o empresário Hélio Palma de Arruda Neto, genro de Luiz Mendes; o ex-senador e presidente do PRB, Mauro Carvalho; Robério Garcia, pai do chefe da Casa Civil, o deputado federal licenciado Fábio Garcia; Francisco de Assis Lopes, procurador-geral do Estado; e Luis Otávio Trovo Marques de Souza, procurador-geral adjunto, além da própria Oi S/A, sete empresas ligadas ao ramo da mineração, energia elétrica e construção civil e sete fundos de investimentos dos mais variados.

Na mesma proporção em que tentava demonstrava tranquilidade, num misto de despreocupação, o governador usou de sua influência junto à maioria dos deputados estaduais para antecipar a sessão ordinária desta quarta-feira (4), esvaziando o Legislativo Estadual nesta semana, que se iniciou com a mídia nacional explorando as denúncias de desvio de R$ 308 milhões, por meio de um suposto esquema que envolveria uma série de pessoas, a grande maioria próxima do governador do Estado.

A próxima sessão está agendada para o dia 11, véspera da quinta-feira de Carnaval. Portanto, sequer deverá ter quórum. Na prática, um mês inteiro sem movimentação no Parlamento Estadual.

Após a sessão solene, em que o presidente Max Russi (PSB) anunciou que, naquele dia, seriam realizadas sessões extraordinárias para atender demandas de interesse da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, Mauro Mendes, em seu discurso, agradeceu o apoio incondicional dos deputados, citando a Assembleia mais de 20 vezes. E enalteceu o apoio dos servidores públicos, que, segundo ele, sempre foram contemplados por sua gestão.

Após sair da sessão, o governaoor concedeu entrevista de quase 30 minutos à imprensa. Depois, almoçou com os deputados estaduais.

Na entrevista, o chefe do Poder Executivo ainda “salvar” sua relação com o megaempresário Blairo Maggi (PP), ao contestar o senador Jayme Campos (União), de que existiria uma liminar que concederia isenção de impostos para alguns apaniguados do agronegócio, considerados bilionários.

Jayme, em uma entrevista no interior de Mato Grosso e outra na capital, afirmou que um grupo de empresários do agronegócio seria beneficiado com isenção no recolhimento do Fundo Estadual de Transporte e Habitação de Mato Grosso (Fethab). Citou nominalmente o ex-governador Blairo Maggi.

Na calma, Maggi preferiu desconhecer da fala do senador, negou qualquer tipo de isenção, disse que daria R$ 100 mil para quem apresentasse a tal liminar anunciada por Jayme.

Mais tarde, apresentou o valor de R$ 415 milhões que suas empresas recolheram do fundo, em 2025.





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