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Júlio Campos diz que não ‘passa pano’ e defende exoneração de assessor alvo da Operação Déjà-vu



O deputado estadual Júlio Campos (União) afirmou que não tolera irregularidades cometidas por servidores e que medidas administrativas são adotadas imediatamente quando há indícios de ilegalidade. A declaração foi dada ao ser questionado sobre o assessor parlamentar Ildefonso Nilo da Silva Neto, conhecido como “Neto”, alvo da Operação Déjà-vu, deflagrada pela Polícia Civil.

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Ao comentar o caso, Júlio afirmou que servidores que não atuam dentro da lei são exonerados. Disse ainda que a Assembleia Legislativa possui procedimentos próprios para lidar com situações desse tipo e ressaltou que não faz defesa de funcionários envolvidos em irregularidades. Questionado sobre o assessor, o parlamentar chegou a brincar ao perguntar “qual deles?”, em referência a outros episódios envolvendo servidores do Legislativo.

Segundo Júlio Campos, Neto ocupava cargo de assessor externo, com remuneração mensal, e foi exonerado no mesmo dia em que a operação foi noticiada. A exoneração foi formalizada pela Mesa Diretora da Assembleia, em ato assinado pelo presidente Max Russi (PSB) e pelo primeiro-secretário, Dr. João (MDB), com aval dos demais membros da direção.

Ildefonso Nilo da Silva Neto recebia salário líquido de R$ 3.404,15. Ele foi alvo de mandados de busca e apreensão no âmbito da Operação Déjà-vu, que investiga crimes de inserção de dados falsos na Procuradoria-Geral do Município de Cuiabá, além de corrupção e associação criminosa.

A operação resultou no cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão, com o objetivo de coletar e analisar provas, especialmente dispositivos eletrônicos e registros digitais. As investigações tiveram início em abril de 2025, após o encaminhamento de uma notícia de fato pelo próprio órgão municipal.

De acordo com a apuração, há suspeitas de uso indevido de credenciais e de rotinas internas para lançamentos e cancelamentos irregulares de registros, com possível impacto na arrecadação municipal. Também são investigados indícios de vantagens indevidas relacionadas a supostas intermediações e serviços vinculados à alteração de dados.

Além de Ildefonso, foram alvos de busca e apreensão a advogada Carolina Taques Miranda Pinheiro, Denner Bezerra de Oliveira, Diego Henrique Aguiar Couto, Pedro Otávio Campos, Rafael Figueiredo Martins da Silva, Orlando Rodrigues da Silva e Wilson Luiz da Costa Marques. Entre os presos estão Adriano Henrique Escame de Oliveira e Matheus Henrique do Nascimento Pereira, com mandados cumpridos, além de Jefferson Antônio da Silva, que também teve prisão decretada.



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