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Ano eleitoral deve dificultar composição e funcionamento das comissões na Assembleia Legislativa, avalia Dilmar



O líder do governo na Assembleia Legislativa, Dilmar Dal Bosco (União), afirmou que o ano eleitoral deve trazer dificuldades adicionais tanto para a formação quanto para o funcionamento das comissões permanentes da Casa.

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Segundo ele, a principal preocupação é a baixa participação dos parlamentares nas reuniões, problema que, conforme destacou, já ocorre em anos sem eleição e tende a se agravar no próximo período legislativo.

“Eu tenho certeza que também nós temos um pouco de dificuldade nos anos que não há título para a eleição. E esse ano vai ser muito complicado, outra vez, da participação. Por exemplo, o deputado que coloca o nome na comissão, ele vem a participar dessas comissões porque tem reuniões e não é precisando de projetos que passam pelas aprovações, principalmente numérica. A falta, muitas vezes, de deputados na participação numérica, de discussão da matéria, prejudica o andamento dentro da Assembleia”, disse.

O cenário, segundo o líder, tende a ser ainda mais delicado porque dos 24 deputados estaduais, 23 devem disputar a reeleição em 2026. Além disso, a deputada Janaina Riva (MDB) pode entrar na corrida por uma das vagas ao Senado Federal, o que também influencia na dinâmica interna do Parlamento.

Questionado sobre possíveis mudanças na composição das comissões com o início do ano legislativo, Dilmar explicou que as definições dependem diretamente dos blocos parlamentares.

“Vai depender dos blocos. Eu estava falando agora em uma entrevista. Nós temos um problema para ser administrado, e a gente administra com muita sabedoria aqui dentro do Parlamento, porque nós temos seis blocos. Dos seis blocos, só tem cinco indicação”, afirmou.

Ele detalhou que, mesmo com essa limitação, a Mesa Diretora e as lideranças costumam buscar acordos para garantir a participação de todos os parlamentares.

“Só pode cinco blocos indicarem os membros titulares para participar de comissão. Como nós sempre fizemos um acordo de todos os colegas participarem de comissão, nós abrimos espaço”, explicou.

“Eu cito um exemplo da Comissão de Segurança. Os blocos indicam junto o deputado Elizeu. O bloco que o Elizeu faz parte não tem a quantidade de votos que pode participar na indicação, mas nós abrimos espaço para os 24 deputados. Nós damos as condições, quer dizer, os líderes do bloco, junto com a Mesa Diretora, escolhem para que cada um assuma uma presidência, quem não é de bloco, quem não está à frente de um cargo como presidente, primeiro-secretário dentro do Parlamento Estadual. Então, a gente tenta mesclar com todos os colegas”, completou.

Dilmar ressaltou que mudanças nos blocos devem ocorrer, mas ainda serão debatidas.

“Eu acho que da mesma maneira nós vamos tratar isso. Vai ter alterações nos blocos? Vai. Mas ainda vai ser discutido. Eu recebi, já do presidente da Assembleia, dando prazo de 15 dias para indicar os membros dos blocos futuros para que possam trabalhar”, afirmou.



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