Início GERAL Sinais de Flávio indicam que Janaína deverá estar em chapa de WF

Sinais de Flávio indicam que Janaína deverá estar em chapa de WF


Reprodução/Secom-AL e PL

A deputada Janaína Riva (MDB) já manifestou apoio ao projeto do senador Flávio Bolsonaro (PL): performance nas pesquisas agrada aos bolsonaristas

O senador e presidenciável pela extrema direita Flávio Bolsonaro (Pl-RJ) causou desconforto entre os aliados em Mato Grosso, ao término de uma reunião de estratégias de sua campanha presidencial, na terça-feira (24), na sede do partido, em Brasília.

Por sinal, justamente no dia da divulgação de pesquisa do AtlasIntel, com quase 5 mil entrevistas e que o coloca empatado tecnicamente com o presidente Lula (PT), em um eventual segundo turno.

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Anotações feitas pelo próprio Flávio e que foram divulgadas pela Folha de São Paulo transcreviam os cenários políticos em todos os estadosl.

Entre esses cenários, o de Mato Grosso, colocando o senador Wellington Fagundes (PL) como “prioridade”, e o deputado federal José Medeiros (PL) como “escolhido” por Bolsonaro para disputar uma das duas vagas para o Senado.

Para analistas, a anotação do nome da deputada estadual Janaina Riva foi o que despertou a atenção e apreensão entre os aliados.

A questão maior é que Janaina, além de pontuar de forma efetiva como favorita a uma das duas vagas para o Senado, Estado considerado fortemente de direita, é presidente regional do MDB.

A legenda tem força e capilaridade em todo o Mato Grosso. A parlamentar é nora do senador Wellington e filha de um dos maiores articuladores políticos do Estado, o ex-deputado estadual José Riva.

A ligação familiar com Janaína seria um dos motivos que sempre levaram Wellington a defender a candidatura de Medeiros ao Senado.

O objetivo seria agradar a cúpula do partido e a família Bolsonaro, mas sempre deixando a segunda vaga em aberto, para eventualmente facilitar a escolha da nora.

Aliás, a estratégia dos bolsonistas, em não lançar dois candidatos do PL para as duas vagas ao Senado é um recurso utilizado pela quase totalidade dos partidos, por causa das dificuldades em se identificar a preferência do eleitorado em relação ao segundo voto.

Isso torna o resultado da disputa incerto. E, em política, amarrações feitas distantes do conhecimento do eleitorado acabam proporcionando melhores resultados, mesmo que entre oposicionistas.

A curiosa anotação, apesar de ser depois desconsiderada pelo próprio Flávio Bolsonaro, que insinuou para a Folha ser de “possíveis cenários”, acabou por fechar, em definitivo, a possibilidade de um acordo com o (ainda) governador Mauro Mendes (União), que deseja disputar uma das vagas para o Senado e estava tentando amarrar, direta ou indiretamente, o apoio do hoje presidiário Jair Bolsonaro, líder da extrema-direita.

Mauro articulou, durante todo o ano de 2025, tanto a filiação de seu vice-governador e candidato à sucessão estadual, Otaviano Pivetta (Republicanos), e até mesmo a sua própria filiação ao PL.

O objetivo seria “cortar caminho” e criar facilidades em uma disputa que até pode parecer fácil, mas é “assombrada” pelo efeito Dante de Oliveira, que, em 2002, após oito anos de mandato e altos índices de aprovação popular (assim como acontece hoje), acabou derrotado.

Dante foi o primeiro governador de Mato Grosso reeleito no exercício do cargo. O que teria, à época, criado a falsa impressão, até mesmo para os principais adversários, de que o “homem da diretas” seria imbatível.

Nas eleições para as duas vagas ao Senado, em 2002, uma delas estaria “garantida” e seria do então ex-governador. O resultado, no entanto, foi bem outro: os eleitos foram Jonas Pinheiro (PFL) e Serys Slhessarenko (PT).

Vale lembrar, a propósito, que Serys é mãe da médica e pré-candidata ao Governo do Estado pelo PSD, Natasha Slhessarenko, que já começa a aparecer com mais freqüência nas pesquisas de intenção de votos.

Certo mesmo é que, em ano eleitoral, até que os entendimentos estejam concluídos e as costuras todas finalizadas, há várias possibilidades de acordo.

Então, descartar que Wellington Fagundes tenha Janaina Riva (MDB) e José Medeiros (PL) como candidatos em sua chapa, de forma direta ou indireta, pode ser um risco para os outros postulantes.

A deputada e presidente do MDB, que demonstrava dificuldades em fazer parte de uma chapa consistente, em recentes declarações à imprensa, deixou claro que o MDB, em Mato Grosso, caminhará com a candidatura de Flávio Bolsonaro.

O resultado está ai. Mesmo sem definir nada, o filho de Bolsonaro já considera a possibilidade de ter Janaina em seu palanque.

O que distancia o presidenciável da extrema-direita, ainda mais, do projeto político-eleitoral de Mauro Mendes e de Otaviano Pivetta.





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