Os índices futuros dos EUA operam em baixa nesta segunda-feira (9), enquanto os preços do petróleo ultrapassam a marca de US$ 100 por barril, alimentando temores de que o aumento dos preços da energia possa desacelerar drasticamente a economia americana. O movimento pressiona o sentimento de risco nos mercados globais e reforça preocupações com inflação mais alta nos Estados Unidos.
O petróleo WTI subia 13,19%, para US$ 102,87 por barril, depois de ter chegado a US$ 113. Foi a primeira vez que a cotação ultrapassou o patamar de US$ 100 desde 2022, quando os investidores reagiram às consequências da invasão da Ucrânia pela Rússia.
O Irã nomeou o filho do falecido aiatolá Ali Khamenei como seu novo líder supremo , enquanto o presidente Donald Trump afirmou que o aumento dos preços do petróleo era um “preço muito pequeno a pagar” pela segurança e pela paz.
Viva do lucro de grandes empresas
Estados Unidos
Não há dados econômicos relevantes previstos para esta segunda, mas os investidores acompanharão os indicadores de inflação, emprego e Produto Interno Bruto (PIB) divulgados ao longo da semana.
Veja o desempenho dos mercados futuros:
- Dow Jones Futuro: -1,51%
- S&P 500 Futuro: -1,36%
- Nasdaq Futuro: -1,50%
Ásia-Pacífico
Os mercados da Ásia-Pacífico reduziram parte das perdas nesta segunda após a forte queda registrada no início da sessão, em meio ao alívio parcial nos preços do petróleo depois de sinais de aumento de oferta pela Arábia Saudita.
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Segundo a Bloomberg, a Arábia Saudita colocou milhões de barris de petróleo à venda, redirecionando exportações para compradores asiáticos. A medida ajudou a amenizar a pressão sobre os preços do petróleo, que haviam disparado com o conflito no Oriente Médio e temores de interrupções no fornecimento global.
- Shanghai SE (China): -0,67%
- Nikkei (Japão): -5,20%
- Hang Seng Index (Hong Kong): -1,35%
- Nifty 50 (Índia): -2,27%
- ASX 200 (Austrália): -2,85%
Europa
Os mercados europeus operam em forte queda, com os investidores acompanhando os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e a alta dos preços do petróleo.
- STOXX 600: -2,13%
- DAX (Alemanha): -2,52%
- FTSE 100 (Reino Unido): -1,61%
- CAC 40 (França): -2,43%
- FTSE MIB (Itália): -2,47%
Commodities
O preço do petróleo ultrapassou os US$ 100 por barril, depois que os principais produtores de petróleo do Oriente Médio, Kuwait, Irã e Emirados Árabes Unidos, reduziram a produção de petróleo após o fechamento do Estreito de Ormuz. Apesar da forte pressão altista, parte do movimento foi amenizado pelas negociações sobre uma liberação coordenada de reservas estratégicas.
O Brent subia 15%, para cerca de US$ 106 o barril, mas ficou bem abaixo da máxima da sessão, de US$ 119,50. O West Texas Intermediate (WTI) estava próximo de US$ 102. Os ministros das Finanças do G7 discutirão nesta segunda uma possível liberação conjunta de petróleo das reservas, segundo fontes familiarizadas com o assunto.
As cotações do minério de ferro na China fecharam em alta, impulsionadas pelo aumento dos preços da energia e dos custos de frete em meio à guerra com o Irã.
- Petróleo WTI, +13,17%, a US$ 102,87 o barril
- Petróleo Brent, +14,76%, a US$ 106,37 o barril
- Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +2,28%, a 784,50 iuanes (US$ 113,75)
Bitcoin
- Bitcoin (BTC), +0,79%, a US$ 67.809,29 (em relação à cotação de 24 horas atrás)
(Com Reuters e Bloomberg)
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