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O governador Mauro Mendes e a senadora Margareth Buzetti: aliança para tentar barra depoimento de Pedro Taques na CPI do Crime Organizado
A senadora Margareth Buzetti (PP) admitiu que intermediou reunião entre o governador Mauro Mendes (União) e o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado, Alessandro Vieira (MDB/SE), na semana passada.
O objetivo, como o DIÁRIO revelou, era tentar barrar a convocação do ex-governador Pedro Taques, que iria falar sobre o “Escândalo dos Consignados” e uma possível ligação com o Banco Master, em Mato Grosso.
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Em entrevista ao jornalista Pablo Rodrigo, do site Gazeta Digital, Margareth Buzetti alegou que Taques poderia transformar a CPI, que “é séria e importante para o país”, em um “palanque eleitoral”.
“Se o senador [Alexandre Vieira] entender que deve ouvir formalmente Pedro Taques ou Mauro Mendes, ele os convocará”, completou.
Sobre os os motivos para o governador mato-grossense não querer que Taques fale sobre os problemas dos consignados de Mato Grosso, a senadora não respondeu.
Mauro e Margareth estiveram, no final da tarde de quarta-feira (11), no gabinete de Vieira.
Na ocasião, o governador apresentou seus argumentos para demover o senador do MDB em convocar Taques.
“Recebi o ex-governador Taques e o atual governador Mendes. Os dois apresentam documentos e informações divergentes sobre os mesmos fatos. Vamos avaliar tudo isso, antes de definir os próximos passos’, disse Vieira.
Entre os argumentos, Mauro Mendes reafirmou as acusações contra seu ex-aliado, de que ele estaria atuando eleitoralmente para prejudicá-lo.
Vieira disse que vai analisar novamente as informações apresentadas por Mauro, para só depois decidir se reapresentará ou não o requerimento para que Taques deponha.
No requerimento, Vieira alegou que Taques tem afirmado haver fortes indícios de fraudes em contratos firmados com a empresa Capital Consig, que teriam causado prejuízos financeiros estimados a cerca de 14 mil servidores públicos estaduais.
‘As denúncias apresentadas indicam ainda que tais operações teriam contado com a intermediação financeira e operacional do conglomerado Banco Master e de empresas e agentes a ele associados, que teriam atuado na estruturação, viabilização e circulação dessas operações de crédito consignado’, diz o requerimento.
Pedro Taques faz a defesa dos sindicados e associações de servidores público no caso dos Consignador.
Ele chegou a protocolar, via Sindicato dos Profissionais da Área Instrumental do Governo (Sinpaig), um pedido de compartilhamento de provas entre as investigações em Mato Grosso e a Operação Compliance Zero.





