Início FINANÇAS o que esperar após a ação saltar mais de 50% em 2026?

o que esperar após a ação saltar mais de 50% em 2026?


As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) saltam mais de 50% no acumulado do ano de 2026 e quase 14% apenas em março, seguindo o forte avanço do petróleo principalmente neste último mês com os temores sobre a oferta com a guerra no Irã.

Nestas duas últimas semanas, o petróleo ultrapassou e depois se acomodou num patamar de cerca de US$ 100 o barril, enquanto o governo brasileiro fez uma série de medidas para conter a disparada de preço dos combustíveis no Brasil, sem mexer com a política de combustíveis da estatal.

Em meio a esse cenário, analistas apontam o que esperar para a companhia após a disparada.

Em relatório do início desta semana, o BTG Pactual elevou a recomendação de neutra para compra, destacando 3 razões para comprar a ação da estatal, com novo preço-alvo de R$ 56, apontando motivos além do cenário de curto prazo para a commodity para tal visão para os papéis.

As próximas eleições presidenciais no Brasil podem representar um catalisador adicional de alta por meio de eventual compressão no custo de capital próprio. A estimativa é de que uma redução do Ke (capital próprio) para 15% (versus o caso-base de 17%) poderia levar a uma reprecificação relevante da ação, que ainda negociaria a múltiplos razoáveis mesmo em US$ 25+/ADR.

Por outro lado, acredita que o atual governo dificilmente fará mudanças significativas na Petrobras caso seja reeleito — na verdade, as medidas anunciadas na semana passada reforçam a postura cuidadosa do governo em relação à governança e à política de preços domésticos de combustíveis.

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Esse perfil robusto de produção coloca a Petrobras em uma posição única na comparação com os pares – a Petrobras oferece um CAGR (Taxa de Crescimento Anual Composta) de produção de cerca de 3,3% entre 2025 e 2028. Exxon/Chevron e Repsol/Galp oferecem crescimento semelhante, mas o banco destaca que (i) esses não são pares de mercados emergentes, (ii) a Chevron cresce por conta de M&As (fusões e aquisições), e (iii) Galp/Repsol crescem a partir de uma base muito menor. O banco é conservador com a produção, dada a volatilidade inerente ao negócio, com produção estimada em 2,5 MMbpd (milhões de barris por dia) em 2026.

O Bank of America, por sua vez, manteve na última semana recomendação neutra para as ações da Petrobras, ainda que elevando o preço-alvo dos ativos atualizou o modelo para a Petrobras após os resultados do 4º trimestre de 2025 e elevando o preço-alvo de R$ 44 para R$ 49.

O aumento na projeção de preço se deve principalmente à incorporação dos preços mais altos do petróleo após os recentes eventos geopolíticos: as projeções para o brent passaram de US$ 60 para US$ 77,50 o barril em 2026 e de US$ 62 para US$ 65/barril em 2027.

O BofA reitera recomendação neutra, pois, embora os rendimentos de longo prazo pareçam atraentes, os rendimentos de curto prazo estão relativamente mais apertados em comparação com os pares. “A execução operacional tem sido sólida, mas a necessidade de lidar com rendimentos mais apertados nos próximos anos e o risco de fusões e aquisições nos mantêm em recomendação neutra”, avalia o banco americano.

Em reunião recente com investidores dos EUA e do Canadá, o Itaú BBA ressaltou que eles possuem exposição ao petróleo por meio da Petrobras e da PRIO (PRIO3).

A Petrobras foi amplamente vista como uma empresa de qualidade que deve se beneficiar do atual ambiente macroeconômico e de fluxos de caixa. “Embora alguns investidores tenham se tornado mais neutros ou reduzido sua exposição após a recente alta, com a compressão dos rendimentos de dividendos, muitos ainda consideram a Petrobras a melhor forma de obter exposição ao setor. Essa postura é impulsionada pela expectativa de que os fluxos de capital estrangeiro para ações brasileiras possam sustentar uma reavaliação e uma redução gradual do desconto de avaliação em relação a pares internacionais, sob a ótica do EV/Ebitda [valor da firma/lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações]”, avalia o BBA.

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Os investidores destacaram a maior alavancagem da Petrobras em relação aos preços do petróleo, além da base de ativos mais diversificada em comparação com a PRIO. A política de preços doméstica e a transmissão dos preços globais mais altos para os preços locais dos combustíveis permaneceram entre os tópicos mais discutidos nas reuniões.

De acordo com compilação LSEG, de 11 casas que cobrem o papel PETR4, 8 possuem recomendação de compra e 3 possuem recomendação neutra, ressaltando visão majoritariamente mais positiva para as ações.



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