Conflitos entre grupos que apoiam o presidente em Estados estratégicos atrasam acordos eleitorais e a formação de alianças para 2026
As disputas entre aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em ao menos 4 Estados brasileiros têm dificultado a definição de palanques para o petista na disputa à reeleição. No Maranhão, por exemplo, o atrito entre grupos políticos alinhados ao Planalto é tão intenso que resultou em uma mudança de rota sobre planos eleitorais, bem como em judicialização.
O embate envolve o governador Carlos Brandão (sem partido) e o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino, que governou o Estado de 2015 a 2022.
Brandão foi vice-governador nos 2 mandatos de Dino, mas houve uma ruptura na aliança. O racha se intensificou depois que o ministro do STF suspendeu o processo de escolha para vagas no Tribunal de Contas do Estado, em março de 2024.
Isso se deu menos de 1 mês depois de Dino tomar posse na Corte, em 22 de fevereiro de 2024. Em fevereiro de 2025, o magistrado também decidiu suspender a escolha do advogado Flávio Costa, indicado por Brandão ao TCE-MA. Considerou haver “discrepância de procedimentos” nos modelos federal e estadual.
O governador tinha a intenção de disputar o Senado, mas teria de renunciar ao cargo. Se fizesse isso, deixaria o comando do Palácio dos Leões para o vice, Felipe Camarão (PT), que se tornou um adversário.
O gestor maranhense quer lançar o sobrinho Orleans Brandão (MDB) na disputa pelo governo. Já o petista integra o grupo de Dino.
No sábado (14.mar.2026), Orleans Brandão lançou sua pré-candidatura ao governo do Maranhão. Ele afirmou ter o apoio de 182 dos 217 prefeitos do Maranhão.
Eis outros impasses envolvendo aliados de Lula:
- Distrito Federal – Leandro Grass (PT), presidente do Iphan, e Ricardo Cappelli (PSB), que foi interventor na segurança do DF, pleiteiam representar o campo da centro-esquerda na disputa ao governo;
- Pernambuco – pré-candidato do PSB ao Palácio do Campos das Princesas, o prefeito João Campos quer apoio exclusivo de Lula, enquanto a governadora Raquel Lyra (PSD) busca a neutralidade do petista nas eleições do Estado;
- Rio Grande do Sul – a ex-deputada estadual Juliana Brizola (PDT) e o presidente da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), Edegar Pretto (PT), disputam a cabeça de chapa ao governo. A tendência é a formação de um palanque único da centro-esquerda.
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