Metrópoles/DF
O filho de Jair Bolsonaro mora desde março nos EUA: ele estaria “testando” o ministro Moraes, do STF
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, pediu que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) explique, em 24 horas, uma declaração do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) sobre mostrar um vídeo ao pai.
Eduardo foi gravado no sábado (28). durante participação em uma conferência de extrema direita.
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Durante discurso na CPAC (Conferência de Ação Política Conservadora), nos Estados Unidos, ele diz que está “mostrando para o meu pai” a gravação.
“Vou provar para todo mundo no Brasil que você não pode calar um movimento de forma injusta, tirando o seu líder, Jair Messias Bolsonaro. Muito obrigado”, disse também o ex-deputado, na ocasião.
Em despacho no domingo (30), Moraes lembrou que Bolsonaro está proibido de usar o celular.
Ao autorizar a prisão domiciliar humanitária do ex-presidente por 90 dias, o ministro impôs, entre as restrições, “proibição de uso de celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação externa, diretamente ou por intermédio de terceiros.”
Moraes também proibiu gravação de “vídeos ou de áudios, diretamente ou por intermédio de terceiros”.
O ministro destacou que o descumprimento das medidas poderia causar a revogação da domiciliar e o “retorno imediato ao regime fechado ou, se necessário for, ao hospital penitenciário”.
“INTIMEM-SE os advogados regularmente constituídos pelo custodiado para que prestem esclarecimentos a esta SUPREMA CORTE, sobre a referida postagem, no prazo de 24h (vinte e quatro horas)”, diz Alexandre de Moraes, no despacho.





