O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou nesta terça-feira 31 que o atual vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), será novamente seu companheiro de chapa nas eleições de outubro. A afirmação do presidente encerra uma série de especulações sobre o futuro de Alckmin.
O anúncio foi feito durante reunião ministerial no Palácio do Planalto. Lula reuniu o primeiro escalão do governo para uma espécie de encontro de despedida. Vários nomes deixarão os cargos para concorrer nas eleições de outubro. O limite para desincompatibilização dos cargos é até 4 de abril (ou seja, até o próximo sábado).
Além de vice-presidente, Alckmin é o titular do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) desde o início atual do mandato de Lula em 2023.
“O companheiro Alckmin vai ter que deixar o MDIC. Ele vai ter que deixar pois é candidato à vice-presidência da República outra vez”, disse Lula, para aplausos dos demais ministros.
Dirigentes petistas, como o deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP), defendiam que Lula concorresse à presidência com outro candidato a vice, como forma de ampliar as alianças com partidos de “centro”.
No último sábado, Alckmin tinha anunciado que deixaria o Ministério, mas ainda sem confirmar se sairia como candidato à vice-presidência ou se concorreria a outro cargo. De qualquer maneira, deixar o Ministério era uma obrigação.
O nome do vice-presidente chegou a ser cogitado para disputar uma vaga ao Senado por São Paulo. Alckmin foi governo do estado por quatro mandatos. Conhecido do eleitor paulista, ele poderia ser um nome forte no palanque de Lula no estado. Agora, a missão caberá a outros nomes – estão cotadas as ministras do Planejamento, Simone Tebet (PSB) e do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede). Para o governo, o candidato será Fernando Haddad (PT), que deixa o ministério da Fazenda.
Em conversas reservadas nos últimos meses, o vice-presidente confidenciou que não considerava concorrer a outro cargo se não o que ocupa atualmente. Em janeiro deste ano, outro ministro de governo, Márcio França (empreendedorismo), afirmou a CartaCapital que ouviu de Alckmin que, se não fosse vice, iria “para Pinda capinar”, em referência a Pindamonhangaba, cidade no interior paulista onde ele nasceu e iniciou a carreira política.






