O presidente Lula (PT) afirmou nesta quinta-feira 2, durante visita a obras de mobilidade urbana em Salvador, na Bahia, que pretende impedir o retorno de grupos que classificou como “fascistas” ao poder. Também rebateu críticas do governo de Donald Trump ao Pix e disse que o Brasil não mudará o funcionamento de seu sistema de pagamentos instantâneos.
“Eu tenho uma causa: fazer este país ser grande e respeitado, e o povo viver com muito respeito e dignidade, gerar emprego de qualidade”, declarou. Em seguida, subiu o tom ao falar de adversários: “Essa gente tem que saber que eles vão sofrer muito para voltar ao governo, porque, se depender de mim, os fascistas nunca mais irão governar este país.”
Lula também comentou as críticas feitas pelo governo norte-americano ao Pix. Um relatório publicado na última terça-feira 31 pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos apontou o sistema de pagamentos como um possível fator de desvantagem para empresas americanas do setor financeiro, como operadoras de cartão de crédito.
“O Pix é do Brasil e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix, pelo serviço que ele está prestando à sociedade brasileira”, afirmou. Ele acrescentou que o governo pretende apenas melhorar a ferramenta: “O que nós podemos fazer é aprimorar para que cada vez mais ele possa atender à necessidade de mulheres e homens deste país”.
A manifestação sobre o Pix foi uma recomendação do ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, que falou ao pé do ouvido do presidente sobre o assunto – a declaração acabou vazada pelo microfone na mão de Lula.
Uma das estratégias do PT nas eleições é exatamente ligar os adversários, sobretudo Flávio Bolsonaro (PL), às decisões de Trump. A comunicação petista tentará, ao longo da eleição, associar o bolsonarismo a tentativas de “acabar com o Pix” no Brasil.
A visita de Lula nesta quinta-feira ocorreu no contexto de agendas do governo federal na capital baiana voltadas a obras de mobilidade financiadas pelo Novo PAC, incluindo intervenções no VLT e novos investimentos no metrô.





