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Trump diz que EUA vão bloquear o estreito de Ormuz


Presidente dos EUA afirmou que iranianos fazem “extorsão mundial” e que a Marinha norte-americana vai interceptar navios que pagarem pedágio ao Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), declarou neste domingo (12.abr.2026) que a Marinha norte-americana vai bloquear o estreito de Ormuz. Em duas publicações na plataforma Truth Social, Trump comentou o resultado das negociações entre as delegações norte-americana e iraniana em Islamabad, no Paquistão, no sábado (11.abr). Os 2 países deixaram a capital paquistanesa sem chegar a um acordo.

Trump afirmou que o estreito de Ormuz continua bloqueado pelos iranianos e exigiu a reabertura da rota marítima. Disse também que o Irã se recusa a abandonar seu programa nuclear. “A reunião correu bem, a maioria dos pontos foi acordada, mas o único ponto que realmente importava, o programa nuclear, não foi”, escreveu o republicano.

Trump disse que os iranianos estão fazendo “extorsão mundial” por fecharem o estreito e afirmou que a Marinha dos Estados Unidos iniciaria seu próprio bloqueio da rota.

Segundo o Institute for the Study of War, o Irã estaria se aproveitando da existência de um número desconhecido de minas navais que instalou no estreito de Ormuz para forçar navios a atravessarem a rota utilizando suas águas territoriais. Isso permitiria ao Irã extorquir esses navios em troca de “taxas de proteção”.

De acordo com o instituto norte-americano, essas taxas de “proteção” servem para proteger os navios de ataques iranianos. Essa prática de extorsão é ilegal segundo o direito marítimo. Nenhum Estado que faça fronteira com um estreito tem permissão para restringir o tráfego ou cobrar taxas, de acordo com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.

Autoridades norte-americanas já haviam afirmado que o Irã perdeu o controle das minas instaladas no estreito. Segundo elas, o país não possui capacidade técnica para localizá-las nem recursos para remover os explosivos da via marítima.

No sábado (11.abr), Trump afirmou que os EUA estão “iniciando um processo de limpeza” do estreito.

Os comentários feitos pelo presidente dos EUA nas redes sociais, neste domingo (12.abr), sinalizaram uma escalada na atividade naval ao redor do estreito. Trump disse que a Marinha começaria a interceptar navios que pagaram pedágio aos iranianos pelo uso da rota e que as forças armadas começariam a destruir minas submarinas colocadas nas águas. “Qualquer iraniano que atirar contra nós, ou contra embarcações pacíficas, será explodido no inferno!”, afirmou.

A imposição de um bloqueio pelos EUA no estreito e o consequente controle das embarcações que podem ter pago pedágio para atravessar as águas provavelmente terão sérias implicações para outros países que utilizam a rota.

Leia a íntegra das 2 publicações de Trump:

  • Trump anuncia que os EUA vão bloquear o estreito de Ormuz e diz que o Irã está fazendo “extorsão mundial”.

“Então, é isso: a reunião correu bem, a maioria dos pontos foi acordada, mas o único ponto que realmente importava, o da energia nuclear, não foi. Com efeito imediato, a Marinha dos Estados Unidos, a melhor do mundo, iniciará o processo de bloqueio de todos os navios que tentarem entrar ou sair do estreito de Ormuz. Em algum momento, chegaremos a um ponto em que todos poderão entrar e sair livremente, mas o Irã não permitiu que isso acontecesse simplesmente dizendo: ‘Pode haver uma mina por aí em algum lugar’, da qual ninguém sabe, exceto eles. Isto é extorsão mundial, e os líderes dos países, especialmente os Estados Unidos, jamais serão extorquidos. Também instruí nossa Marinha a buscar e interceptar todas as embarcações em águas internacionais que tenham pago pedágio ao Irã. Ninguém que pagar um pedágio ilegal terá passagem segura em alto-mar. Também começaremos a destruir as minas que os iranianos colocaram no estreito. Qualquer iraniano que atirar contra nós, ou contra embarcações pacíficas, será explodido! O Irã sabe, melhor do que ninguém, como acabar com esta situação que já devastou o país. Sua Marinha foi dizimada, sua Força Aérea foi dizimada, suas armas antiaéreas e radares são inúteis, Khomeini e a maioria de seus ‘líderes’ estão mortos, tudo por causa de sua ambição nuclear. O bloqueio começará em breve. Outros países participarão deste bloqueio. O Irã não poderá lucrar com este ato ilegal de extorsão. Eles querem dinheiro e, mais importante, querem armas nucleares. Além disso, e no momento oportuno, estaremos totalmente ‘travados e carregados’ e nossas Forças Armadas darão o golpe final no pouco que restou do Irã!”.

  • Trump comenta a negociação em Islamabad e diz que o Irã não vai abrir mão de suas ambições nucleares.

“O Irã prometeu abrir o estreito de Ormuz, mas conscientemente não o fez. Isso causou ansiedade, transtornos e sofrimento a muitas pessoas e países em todo o mundo. Eles alegam ter colocado minas na água, embora toda a sua Marinha e a maioria de seus navios lançadores de minas tenham sido completamente destruídos. Podem até ter feito isso, mas qual armador arriscaria? Há grande desonra e danos permanentes à reputação do Irã e ao que restou de seus líderes, mas já superamos tudo isso. Como prometeram, é melhor que iniciem o processo para abrir essa hidrovia internacional o mais rápido possível! Todas as leis estão sendo violadas por eles. Fui totalmente informado pelo vice-presidente J.D. Vance, pelo enviado especial Steve Witkoff e por Jared Kushner sobre a reunião que ocorreu em Islamabad, sob a liderança competente do chefe do Exército Asim Munir e do primeiro-ministro Shehbaz Sharif, do Paquistão. São homens extraordinários, que me agradecem constantemente por ter salvo de 30 a 50 milhões de vidas no que teria sido uma guerra horrenda com a Índia. Sempre aprecio ouvir isso –a demonstração de humanidade é incompreensível.

A reunião com o Irã começou de manhã cedo e durou quase 20 horas. Eu poderia entrar em detalhes e falar sobre tudo o que foi conquistado, mas só uma coisa importa: O Irã não está disposto a abrir mão de suas ambições nucleares! Em muitos aspectos, os pontos acordados são melhores do que continuarmos nossas operações militares até o fim, mas nada disso importa comparado a permitir que a energia nuclear esteja nas mãos de um povo tão volátil, difícil e imprevisível. Com o passar do tempo, meus 3 representantes se tornaram, como era de se esperar, muito amigáveis ​​e respeitosos com os representantes do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, Abbas Araghchi e Ali Bagheri, mas isso não importa, porque eles foram inflexíveis quanto à questão mais importante e, como sempre disse desde o início, há muitos anos, o Irã nunca terá uma arma nuclear!”.



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