A centro-esquerda em Santa Catarina deve oficializar, na próxima quinta-feira 16, a composição de uma chapa ao governo estadual e ao Senado com o objetivo de fortalecer o palanque do presidente Lula (PT) em um dos estados mais desafiadores para o petista no País. O anúncio está marcado para as 10h, em Florianópolis.
A articulação reúne PT, PSB, PDT e PSOL. O ex-deputado Gelson Merisio (PSB) será o candidato ao governo, tendo como vice a ex-deputada Ângela Albino (PDT). Para o Senado, a chapa contará com Décio Lima (PT) e Afrânio Boppré (PSOL).
O movimento é visto como uma tentativa de reorganizar o campo progressista no estado após anos de encolhimento. Nacionalmente, a meta é ampliar a presença eleitoral de Lula em Santa Catarina, terreno historicamente difícil para o PT.
O desempenho do partido nas últimas eleições presidenciais ilustra esse cenário. No segundo turno de 2022, Lula obteve 30,73% dos votos no estado, contra 69,27% de Jair Bolsonaro (PL). Em 2018, o então candidato Fernando Haddad teve 24,08%, enquanto Bolsonaro alcançou 75,92%.
Diante desse histórico, a aposta da nova aliança é ampliar o diálogo com setores além da base tradicional do PT. A escolha de Merisio, com perfil mais amplo e trânsito em diferentes grupos políticos, é vista como parte dessa estratégia.
Enquanto a centro-esquerda busca reorganização, o cenário eleitoral atual indica ampla vantagem do governador Jorginho Mello (PL), que aparece como favorito à reeleição. Segundo a mais recente pesquisa do instituto AtlasIntel, divulgada no fim de março, ele registra cerca de 49% das intenções de voto nos cenários de primeiro turno testados. Considerando apenas votos válidos, o percentual ultrapassa a maioria absoluta, o que indica possibilidade de vitória já no primeiro turno.
No mesmo levantamento, Gelson Merisio aparece com 13,8% em um dos cenários, enquanto Décio Lima marca 19,6% em outra simulação. A pesquisa ouviu 1.280 pessoas entre os dias 25 e 30 de março e está registrada no TSE sob o número SC-05257/2026.






