O dólar à vista ganha forças perante o real nesta quarta-feira (29), enquanto os investidores repercutiam a decisão sobre a taxa de juros do Federal Reserve e esperavam a do Banco Central do Brasil, em meio a uma guerra entre EUA e Irã que mostra poucos sinais de resolução iminente.
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Qual a cotação do dólar hoje?
Às 15h57, o dólar à vista operava em alta, aos R$ 5,012 na venda. O dólar futuro para maio — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — subia 0,69% na B3, aos R$ 5,012.
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Dólar comercial
- Compra: R$ 5,012
- Venda: R$ 5,012
O Federal Open Market Committee (FOMC) anunciou, nesta quarta-feira, a decisão de manter a taxa básica de juros no intervalo entre 3,50% a.a. e 3,75% a.a., em linha com a nossa expectativa. Contudo, a surpresa ficou por conta da dissidência de 3 membros a respeito da mensagem do comunicado, que votaram pela retirada do viés de redução da taxa de juros.
Segundo a 4intelligence, o comunicado do FOMC reafirmou a expectativa de pausa prolongada de juros. “No geral, o comunicado manteve tom inclinado para o lado hawkish – jargão de mercado a indicar predileção por manter condições monetárias restritivas. Isso, bem como o dissenso de três diretores em relação à sinalização de flexibilização, reafirma nossa expectativa de que o juro básico do Fed não voltará a ser reduzido tão cedo. Continuamos a projetar corte adicional modesto apenas em 2027″, avalia.
Porém, o Fed manteve a sinalização de flexibilização da política monetária ao preservar, no comunicado, o trecho afirmando que, ao “considerar a extensão e o timing de ajustes adicionais da taxa básica de juros, o Comitê avaliará cuidadosamente os dados disponíveis, a evolução das perspectivas e o balanço de riscos”.
Por aqui, a expectativa é de cortes da Selic em 0,25 ponto percentual (p.p.), de 14,75% para 14,5% ao ano, ainda que exista certa divisão no mercado sobre o tema. A estimativa dos economistas é de que o tom da reunião do Copom seja semelhante ao da decisão anterior, devendo adotar um tom de cautela em meio ao forte cenário de incerteza.
A situação entre EUA e Irã continua incerta; Donald Trump afirmou que manterá o bloqueio naval dos EUA contra o Irã até que ambos cheguem a um acordo nuclear.
“O bloqueio é um pouco mais eficaz do que os bombardeios”, disse Trump à Axios na quarta-feira. “Eles estão sufocando como um porco recheado, e vai piorar para eles. Eles não podem ter uma arma nuclear.”
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(Com Reuters)





