A nova rodada da pesquisa Quaest/Genial, que apresentou os números atualizados nas intenções de voto para a presidência da República, trouxe boas notícias para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A aprovação e a avaliação do governo tiveram melhoras acima da margem de erro do levantamento, de dois pontos percentuais.
Em resposta à pergunta “você aprova ou desaprova o trabalho que o presidente Lula está fazendo?”, a desaprovação segue numericamente à frente. A diferença, porém, caiu para três pontos percentuais, contra nove pontos em abril.
Veja os percentuais:
- Desaprova – 49% (eram 52% em abril)
- Aprova – 46% (eram 43%)
- Não sabe/não respondeu – 5% (eram 5%)
Os entrevistados também ouviram dos pesquisadores a pergunta “como você avalia o trabalho que o presidente Lula está fazendo?”. O saldo ainda é negativo para Lula. Entretanto, a diferença caiu de 11 pontos percentuais em abril para cinco neste levantamento.
- Negativo – 39% (eram 42% em abril)
- Positivo – 34% (eram 31%)
- Regular – 25% (eram 26%)
- Não sabe/não respondeu – 2% (eram 1%)
Trump e Desenrola
A pesquisa foi a primeira realizada pela Quaest após o encontro de Lula com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca, no último dia 7. Entre os entrevistados 70% disseram que ficaram sabendo da reunião, enquanto 30% não souberam.
Para 37% das pessoas ouvidas pela Quaest, a reunião com Trump foi “mais positiva” que negativa para Lula. Outros 20% tiveram entendimento contrário e avaliam que ela foi “mais negativa”. Para 6%, o encontro não foi “nem positivo, nem negativo”. E 37% não sabem ou não responderam.
Ainda de acordo com o levantamento, Lula saiu do encontro com Trump “mais forte” para 43% dos eleitores. Outros 26% disseram que ele saiu “mais fraco”. Para 13%, não faz diferença – 18% não sabem ou não responderam.
Outra notícia recente que pode ter ajudado o governo a recuperar fôlego, segundo a pesquisa, foi a entrada em vigor do programa do Desenrola 2.0. Para 50% dos entrevistados, o programa é “uma boa ideia”, pois ajuda quem está endividado. Outros 22% avaliam que “ajuda um pouco”. E 23% dizem que é “uma má ideia”, pois estimula as pessoas a se endividarem novamente (5% não sabem ou não responderam).
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre os dias 8 e 11 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o código BR-03598/2026.






