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Governo adota contenção de despesas com cenário econômico


Mauro Carvalho, chefe da Casa Civil

O Governo de Mato Grosso iniciou um processo de contenção de despesas diante do cenário econômico considerado adverso pelo Palácio Paiaguás. A informação foi confirmada  pelo secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, que afirmou que o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) determinou “adequações por precaução” em toda a estrutura administrativa estadual.

As orientações foram repassadas no mês passado a secretários, presidentes de autarquias e dirigentes de órgãos da administração direta e indireta, logo após Pivetta assumir oficialmente o comando do Estado no lugar do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil).

Apesar do anúncio, o governo ainda não detalhou quais áreas poderão sofrer redução de despesas, nem apresentou estimativas oficiais sobre o impacto financeiro das medidas.

“Isso que o governador Otaviano Pivetta tem feito, essas adequações para diminuir as nossas despesas, é realmente nos prevenindo de coisas que podem acontecer no futuro”, afirmou Mauro Carvalho durante entrevista concedida ontem (18).

Segundo o secretário, a decisão foi tomada em razão do ambiente econômico nacional e internacional, marcado por juros elevados, desaceleração da economia e queda nas receitas públicas.

“Nós estamos num cenário difícil, com os juros mais altos da história desse país, queda na arrecadação, e o repasse da União para o Estado de Mato Grosso tem diminuído”, declarou.

Dados da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) mostram que a arrecadação estadual apresentou retração nos últimos anos. No primeiro bimestre de 2022, a receita do Estado foi de R$ 12,8 bilhões. Em 2023, o valor subiu para R$ 14,1 bilhões no mesmo período. Entretanto, os dois anos seguintes registraram desaceleração, com queda de R$ 2,8 bilhões em 2025 e de R$ 3,4 bilhões no primeiro bimestre deste ano.

Ainda em março, o governador Otaviano Pivetta já havia demonstrado preocupação com o cenário econômico internacional, especialmente os reflexos da guerra no Oriente Médio sobre o agronegócio, principal motor da economia mato-grossense.

Segundo o governo, o conflito internacional tem provocado aumento nos custos de produção, principalmente em insumos agrícolas, além de oscilações no mercado de commodities, reduzindo receitas e desacelerando a circulação de recursos na economia estadual.

Para Mauro Carvalho, as medidas adotadas não devem ser interpretadas como cortes drásticos, mas sim como ajustes preventivos para evitar dificuldades fiscais futuras.

“Essas adequações, eu nem diria cortes, são necessárias e estão sendo feitas e consolidadas. Isso realmente é uma prevenção baseada no cenário econômico que estamos vivendo hoje”, afirmou.

Apesar do discurso de contenção, o secretário garantiu que o governo pretende manter obras, investimentos e convênios já firmados com municípios e parlamentares.

“O governador Otaviano Pivetta não quer interromper nada daquilo que está compromissado na Baixada Cuiabana, na nossa Capital e em todos os municípios do Estado de Mato Grosso”, disse.

Segundo Mauro Carvalho, os compromissos assumidos pela atual gestão serão mantidos, incluindo acordos com prefeitos, deputados estaduais, federais e senadores.

“Nós vamos cumprir tudo aquilo que foi combinado com os prefeitos, com os deputados estaduais, federais e senadores”, concluiu.





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