Rodrigo Prates/Secom-ALMT
Presidente da ALMT, Max Russo diz que partido quer protagonismo nas eleições de 2026 e pretende participar diretamente das articulações
Com o nome cada vez mais citado nos bastidores da sucessão estadual, o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, evitou assumir publicamente uma pré-candidatura ao Governo do Estado.
Mas, deixou claro que o Podemos quer protagonismo nas eleições de 2026 e pretende participar diretamente das articulações para o Palácio Paiaguás.
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Nesta terça-feira (19), o parlamentar afirmou que uma candidatura majoritária não pode ser construída por vontade individual e defendeu que qualquer projeto ao Governo surja das bases políticas e do apoio popular.
“Candidatura majoritária não pode vir do candidato. A candidatura tem que vir das bases, do desejo da população de se representar aquilo que ela quer”, declarou.
Apesar do discurso cauteloso, o parlamentar admitiu que vê com naturalidade o fato de seu nome ganhar espaço nas conversas políticas para 2026.
Segundo ele, um projeto dessa dimensão depende de articulação ampla, diálogo interno e construção de propostas para o Estado.
“Você construir um projeto majoritário tem que ser um projeto de grupo, de base, de diálogo, de plano de governo”, afirmou.
Nos bastidores, o avanço do nome de Max Russi já provoca movimentações entre lideranças estaduais.
O senador Wellington Fagundes (PL) chegou a afirmar, recentemente, que uma eventual entrada do presidente da ALMT na disputa alteraria completamente o cenário político em Mato Grosso.
Ao comentar a fala, Russi respondeu em tom moderado. “Eu fico feliz de o senador da República falar isso. Qualquer mudança agora, se surgir um nome novo, muda o quadro”, disse.
Questionado sobre uma possível composição com a deputada estadual Janaina Riva, em uma chapa ao Governo, o presidente da Assembleia desconversou e evitou alimentar especulações.
“Se falou muito em boatos. Vamos deixar em boatos”, resumiu.
Russi também afirmou que, até o momento, o Podemos ainda não foi procurado oficialmente pelos grupos políticos que articulam candidaturas ao Governo estadual.
Segundo ele, as definições partidárias só ocorrerão após debates internos envolvendo prefeitos, vereadores, lideranças comunitárias e candidatos proporcionais da legenda.
“A decisão de apoio não será uma decisão do deputado Max. Essa decisão será de todos os candidatos a deputado, dos candidatos a federal, dos prefeitos, vereadores e lideranças do partido”, afirmou.
O dirigente partidário ainda cobrou que os pré-candidatos apresentem propostas concretas antes de qualquer composição política.
“Os candidatos têm que apresentar um Plano de Ggoverno. O Podemos tem curiosidade para saber qual é o Plano de Governo dos candidatos”, afirmou.
Enquanto evita confirmar uma candidatura própria, Max Russi trabalha para fortalecer o partido na disputa proporcional.
A expectativa do Podemos é eleger ao menos seis deputados estaduais e garantir uma cadeira na Câmara Federal, com possibilidade de ampliar a bancada para duas vagas.





