O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (24) que orientou seus representantes a não terem pressa para fechar um acordo com o Irã, sinalizando uma mudança de tom em relação às declarações do dia anterior, quando havia prometido uma decisão sobre o conflito ainda neste fim de semana. A publicação foi feita na rede Truth Social.
“As negociações estão avançando de forma ordenada e construtiva, e informei meus representantes para não correrem em busca de um acordo, pois o tempo está do nosso lado”, escreveu Trump.
O presidente confirmou também que o bloqueio naval americano ao Irã permanece ativo e só será suspenso após a conclusão formal de um entendimento. “O bloqueio permanecerá em plena força e vigor até que um acordo seja alcançado, certificado e assinado. Ambos os lados devem ter tempo e acertar. Não pode haver erros”, afirmou.
Na tarde de sábado, Trump havia publicado que um acordo estava “em grande parte negociado” e que um anúncio formal viria “em breve”. Pela manhã do mesmo dia, havia dito ao portal Axios que decidiria até este domingo entre retomar os ataques militares ou assinar um acordo, estimando as chances de cada desfecho em “50/50”.
Na nova publicação, Trump voltou a citar a questão nuclear como condição inegociável. “Eles devem entender, no entanto, que não podem desenvolver nem adquirir uma arma ou bomba nuclear”, escreveu, acrescentando que a relação com Teerã está se tornando “mais profissional e produtiva”.
A publicação também vem após o Irã contestar alegações de Trump a respeito do Estreito de Ormuz e dos estoques nucleares iranianos. Mais cedo, segundo agências de notícias locais, Mohsen Rezaei, conselheiro militar do líder supremo do Irã, Motjaba Khamenei, defendeu o “direito legal” do país administrar o Estreito de Ormuz para garantir a segurança nacional. “A gestão iraniana do Estreito de Ormuz põe fim a 50 anos de insegurança no Golfo Pérsico”, falou.
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Segundo reportagem do Axios, o acordo prevê um cessar-fogo estendido de 60 dias, com a abertura do Estreito de Ormuz sem cobrança de pedágio e com a remoção de minas instaladas na passagem. Além disso, o Irã se comprometeria a não desenvolver armas nucleares e a suspender o enriquecimento de urânio.
Em contrapartida, os EUA suspenderiam o bloqueio naval em portos iranianos na entrada do Estreito, levantariam sanções contra o petróleo iraniano e liberariam recursos do país que estão atualmente bloqueados.





