Reprodução/Secom-Câmara
Paula Calil (destaque): para disputar a reeleição, só se o regimento interno da Câmara for alterado
A presidente da Câmara de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), subiu o tom ao responder às críticas de parlamentares contrários à possibilidade de alteração do regimento interno da Casa para permitir sua reeleição ao comando do Legislativo municipal.
Em meio às articulações de bastidores, a parlamentar classificou como “narrativa” os ataques sobre o tema e afirmou que adversários tentam desgastar sua gestão politicamente.
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Hoje, o regimento da Câmara impede a recondução consecutiva à presidência.
Para que Paula possa disputar um novo mandato à frente da Mesa Diretora, seria necessária a aprovação de uma mudança regimental, com apoio mínimo de dois terços dos vereadores, o equivalente a 18 votos.
Ao comentar críticas de parlamentares que defendem que uma eventual alteração deveria ter sido debatida ainda no início do mandato, Paula rebateu dizendo que seria incoerente iniciar sua gestão já tratando de reeleição.
“Eu avalio como uma narrativa. Porque, se eu sentasse na cadeira como presidente e já quisesse pautar uma alteração do regimento interno para eu poder concorrer à próxima disputa da mesa diretora, eu estaria com sede do poder”, afirmou.
A presidente sustentou que, ao longo de 2025, priorizou a administração da Câmara e a estrutura de funcionamento do Parlamento municipal, buscando garantir condições de trabalho aos vereadores.
Nos bastidores, o debate sobre a possível mudança no regimento intensificou a disputa antecipada pela sucessão da Mesa Diretora e ampliou o embate entre grupos políticos dentro da Câmara.
Durante a entrevista, Paula afirmou que não aceita ser impedida de disputar novamente o cargo e classificou a resistência de parte dos vereadores como uma tentativa de limitar um direito legítimo dentro do processo democrático.
“Por que agora eles estão cerceando um direito democrático, legal, de que eu possa concorrer à reeleição? Porque é uma vedação que os vereadores estão fazendo”, declarou.
A presidente também desafiou os colegas parlamentares a levarem a proposta ao plenário e deixarem a decisão nas mãos da maioria da Casa.
“Aprova a alteração do regimento interno dessa casa, tirando essa vedação, e vamos para a disputa. Isso é democracia. Isso é legal. É legítimo”, disparou.
Apesar da movimentação política, Paula ressaltou que qualquer mudança dependerá do apoio necessário dentro do Legislativo e reconheceu que o cenário ainda exige articulação.
“Só será possível se nós tivermos dois terços dos vereadores que concordarem com essa alteração do regimento interno”, observou.
A presidente também afirmou que parte dos vereadores e servidores da Câmara defende a continuidade de sua gestão, mas evitou antecipar qualquer cenário eleitoral.
Ao final, Paula voltou a acusar adversários de utilizarem “narrativas” para enfraquecer sua administração e garantiu que seguirá conduzindo os trabalhos da Casa com “serenidade e seriedade”.
Além de Paula, os vereadores Ilde Taques (Podemos) e Dilemário Alencar (União) também se articulam para a disputa.
O parlamentar do podemos afirma que já conta com o apoio firme de 12 vereadores, enquanto Dilemário tem o respaldo apenas da vereadora Baixinha Giraldelli (SD).





