Esse canal foi aberto em nome da mãe do policial, de acordo com as informações levantadas pela Polícia Federal.
“Do exposto, os pagamentos mensais de R$ 5.000,00 realizados pela Berkana Tecnologia em Segurança LTDA à empresa DH Web Conteúdo e Mídia Social, sem prejuízo das outras empresas, gerida de fato por Felipe Arlotta de Freitas, sob a rubrica de ‘patrocínio’, configuram, na realidade, vantagem econômica indevida oferecida e recebida em razão do cargo ocupado por Felipe Arlotta Freitas na Abin, em evidente conflito de interesses”, apontou o relatório final.
Arlotta fazia parte de um grupo de policiais federais levados para a Abin por Ramagem. Integrantes do seu círculo de confiança, eles executavam operações consideradas ilegais pela PF, como o monitoramento de adversários políticos.
Arlotta foi assessor especial do gabinete de Ramagem e coordenador do Centro de Inteligência Nacional da Abin. Por isso, a PF aponta que os pagamentos de propina eram devidos à influência do policial dentro da estrutura da Abin.
Por causa desses fatos, ele foi indiciado sob acusação de organização criminosa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, peculato e prevaricação.
“Felipe Arlotta, no exercício de suas funções, ordenou e participou de ações clandestinas para fins privados, atuou diretamente na tentativa de encobrir ilícitos mediante a falsificação de documentos, comandou operações de inteligência sem amparo institucional, participou de atividades político-partidárias durante o exercício da função e utilizou interposta pessoa para ocultar a propriedade de empreendimento privado, em suscetibilidade usufruível do com recursos [sic] ou prestígio advindos do cargo”, concluiu a PF.




