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Pesquisa para deputado estadual mostra o peso dos mandatos em MT


Secom-ALMT

Os deputados Lúdio Cabral (PT), Max Russi (Podemos) e Eduardo Botelho (MDB) estão entre os mais citados, em pesquisa na modalidade espontânea

O Instituto MT Dados publicou, nesta semana, mais uma pesquisa de intenção de votos com foco nas eleições marcadas para outubro deste ano. Desta vez, para deputado estadual. E a modalidade escolhida foi a espontânea.

Veja AQUI o resultado da pesquisa.

A estatística permite se avaliar o quanto a disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso é acirrada.

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São 24 vagas em disputa e um volume considerável de candidatos por partidos, que podem indicar 100% das vagas mais um nome (25 no total por sigla), sendo necessário respeitar a cota e gênero, que estabelece mínimo de 30% ou máximo de 70%, seja para homens ou mulheres.

O levantamento foi realizado com 1.500 entrevistas presenciais, em 45 municípios, distribuídos em sete regiões geográficas, que correspondem a 77% do eleitorado total do Estado. 

O resultado permite concluir que têm vantagem na aferição junto ao eleitorado nomes com mais exposição pública. Como, por exemplo, o presidente Max Russi (Podemos) e o 1º secretário do Legislativo mato-grossense, Dr. João Matos (MDB), além de pré-candidatos à reeleição, como Wilson Santos (PSD), um dos mais longevos e que já foi deputado federal e prefeito de Cuiabá.

Também se destacam parlamentares que participaram das eleições municipais em 2024. Casos de Lúdio Cabral (PT) e Eduardo Botelho (MDB), que disputaram a Prefeitura de Cuiabá, e Thiago Silva (MDB), que disputou a Prefeitura de Rondonópolis (212 km ao Sul de Cuiabá).

Não é possível afirmar com exatidão, mas parte do apoio que eles recebem pode ser em decorrência da rejeição dos prefeitos eleitos, no que seria uma espécie de “arrependimento” por pate do eleitor que rejeita as atuais gestões municipais.

Mas, há casos “especiais”, como o da vereadora e primeira-dama de Cuiabá, Samantha Íris (PL), a mais votada em 2024, com 7.460 votos. Ela tem a seu favor o fato de o marido, o prefeito Abílio Brunini (PL), atuar como seu maior cabo eleitoral..

Vale lembrar que, 2024, o hoje prefeito Abílio declarou que não iria fazer “igual” a seu antecessor, Emanuel Pinheiro (PSD), que teria usado o cargo para eleger o filho, Emanuelzinho Neto (PSD), que está no seu segundo mandato de deputado federal.

Dos 57 nomes divulgados pelo MT Dados, a quase totalidade está no mandato de deputado estadual. Alguns já foram deputados e/ou ocuparamu função pública nomeação ou foi prefeitos e vereadores. Isso demonstraria a influência do cargo, do mandato e a consequente exposição pública, estando, portanto, mais afeito a declarações ou lembranças por parte dos eleitores entrevistado

No levantamento, apenas a deputada Janaina Riva (MDB), que é candidata ao Senado, não foi citada.

Mas, se a presidente regional do MDB, a parlamentar mais votada em Mato Grosso, não foi citada, a sua irmã, Jessica Riva (MDB), que está estreando em política, ficou na 11ª colocação, entre os nomes mais citados.

Vale registrar que todos os 10 primeiros citados são deputados estaduais no exercício do mandato, conquistado em 2022.

Entre os 20 mais citados, aparecem quatro deputados estaduais com com mais de um mandato. Ainda aparecem ex-prefeitos, ex-vereadores de várias cidades de Mato Grosso.

Ainda é cedo para se falar em número de cadeiras que podem ou não ser renovadas no Parlamento Estadual. Até pelo fato de que os partidos ainda nem realizaram suas convenções partidárias, que, necessariamente, têm que constar a cota de gênero entre candidatos homens e candidatas mulheres.

Outro fator que pode animar muitos os eventuais postulantes é o fato de se ter um considerável número de indecisos.

Quando questionado se já teria definido sua escolha e qual seria, 69,1% responderam não saber ou ainda estarem indecisos, enquanto 11,3% responderam que votarão em branco e nulo.

Como ainda não se iniciou o processo eleitoral dentro dos parâmetros da Justiça Eleitoral e da legislação, resta aguardar o desenrolar dos entendimentos, que, necessariamente, passam pelas definições dos candidatos majoritários. Deputados que estão em chapa completa de governador, vice e senador, independentemente das eleições presidenciais, têm maiores chances de se manter no mandato ou conquistarem um mandato.

As campanhas eleitorais estão intimamente ligadas, e o bom desempenho dos candidatos majoritários (governador e senador) ajuda os proporcionais (deputados federias e estaduais) e vice-versa, pois o maior número de candidatos proporcionais faz chegar diretamente ao eleitor os compromissos do candidato a governador e ao Senado.

Na disputa por vagas na Assembleia Legislativa, o que vale é a proporcionalidade, o montante de votos do grupo, para conquistar mais vagas e eleger mais deputados.

Quando se despreza o fator proporcional, se percebe, como em outras eleições, que alguns mais votados não foram eleitos e outros menos votados foram eleitos.

Isso acontece justamente porque os candidatos a deputado estadual têm que somar todos os votos do partido, para então ver quantas vagas eles conseguiram arrematar na partilha da Justiça Eleitoral.

A pesquisa do MT Dados foi registrada na Justiça Eleitoral sob o nº 03773/2026.





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