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As melhores ações “gringas” com a bolsa em clima de IPO da SpaceX


O mercado americano passou o mês de maio em órbita, mas precisou de apenas um pregão para perder altitude: na última sexta-feira (5), o Nasdaq recuou 4,2% em sua maior queda em mais de um ano, apagando cerca de US$ 1 trilhão em valor de mercado em uma única sessão e encerrando a série de nove semanas consecutivas de alta do S&P 500, a mais longa desde dezembro de 2023.

O movimento veio após máximas no mês de maio, sustentadas pela melhor temporada de resultados das empresas do S&P500 desde 2021, com as 7 Magníficas registrando alta superior a 60%. O gatilho do tombo de sexta foi a decepção com as projeções de chips de inteligência artificial da Broadcom, que arrastou o setor de semicondutores em cadeia, enquanto dados de emprego acima do esperado reanimaram os temores de que o Federal Reserve possa elevar os juros.

Mesmo com o susto de curto prazo, as principais casas de análise mantêm visão positiva para as ações americanas, argumentando que o ciclo de crescimento de lucros permanece intacto e que a correção abre oportunidades nos papéis mais afetados.

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No horizonte desta semana, há ainda um evento que promete agitar o mercado: na próxima sexta-feira (12), a SpaceX, empresa aeroespacial de Elon Musk, deve estrear na Nasdaq no que pode ser o maior IPO da história do mercado americano, com captação prevista de US$ 75 bilhões a uma avaliação de US$ 1,75 trilhão.

Entre as ações internacionais mais recomendadas nas carteiras compiladas pelo InfoMoney, a Amazon lidera com cinco indicações, seguida por Nvidia, Apple e Coca-Cola, com quatro cada. Confira:

Fonte: Itaú BBA, Ágora/Bradesco, XP Investimentos, Empíricus Research, Terra Investimentos, Santander Brasil, Genial Investimentos e BTG Pactual. Variações calculadas pela Economatica.

Com cinco indicações, a Amazon lidera as carteiras de ações internacionais monitoradas. Para o Santander Brasil, a empresa não se resume ao e-commerce, segmento no qual detém 38% do mercado americano: a companhia tem nos serviços de computação em nuvem via AWS, no streaming e na inteligência artificial os negócios com maior potencial de crescimento. No primeiro trimestre, a AWS cresceu 28% na comparação anual, sustentando a tese estrutural de cloud e reforçando que os pesados investimentos em infraestrutura começam a se converter em crescimento de receita, destaca o BTG Pactual.

A fabricante de chips para inteligência artificial tem quatro indicações e segue como a principal tese de IA das carteiras. A Empíricus Research aumentou o peso do papel para 15%, citando fundamentos sólidos, guidance acima do consenso e valuation atrativo: o múltiplo preço/lucro da ação é próximo ao do S&P 500, mesmo com a Nvidia crescendo receita e lucro bem acima da média do índice. Para o BTG Pactual, a companhia reportou receita de US$ 81,6 bilhões no primeiro trimestre, alta de 85% na comparação anual, com margem bruta próxima a 75% e guidance acima das expectativas para o trimestre seguinte. A nova rodada de acordos comerciais com Pequim abre ainda a possibilidade de retomada das vendas de chips ao mercado chinês, o que pode incrementar ainda mais a receita da companhia.

A Apple mantém quatro recomendações e aparece nas carteiras de Terra, BTG, XP e Santander. Para o BTG Pactual, a empresa melhorou sua capacidade de execução e conta com um mix de receitas mais favorável, com maior participação dos serviços, que têm margens mais altas do que os produtos de hardware. A companhia segue expandindo sua base instalada e avançando em parcerias na área de inteligência artificial, numa estratégia que, segundo o banco, compensa a intensidade menor de investimentos em IA em relação aos grandes players de cloud como Microsoft e Alphabet.

Com quatro indicações, a Coca-Cola reforça seu papel nas carteiras como tese defensiva em um ambiente de maior incerteza macroeconômica. Para o BTG Pactual, a empresa entrega resultados resilientes sustentados pela força global de suas marcas e pela capacidade de repassar preços sem perder demanda. No primeiro trimestre, a companhia reportou receita de US$ 12,5 bilhões, alta de 11% na comparação anual e acima das estimativas, e revisou o guidance para o ano para cima, destaca o Santander Brasil.

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A farmacêutica americana aparece com três indicações nas carteiras de BTG Pactual, Santander Brasil e Ágora, com a tese centrada na expansão do mercado de obesidade e diabetes. O principal produto é a tirzepatida, comercializada como Mounjaro para diabetes tipo 2 e Zepbound para controle de peso, que vem registrando demanda crescente. Segundo a Ágora, a empresa alcançou US$ 1 trilhão de valor de mercado em novembro de 2025, impulsionada pela expansão global dos medicamentos para perda de peso, e conta com pipeline relevante em neurociência, incluindo tratamentos para Alzheimer. O BTG Pactual destaca que a companhia deve se beneficiar também da ampliação do acesso via programas federais nos Estados Unidos.

A Microsoft tem três indicações nas carteiras de BTG, XP e Santander. Para o Santander Brasil, a empresa conta com portfólio amplo de produtos e serviços, elevado poder de fidelização e crescimento acelerado de serviços de nuvem via Azure, que avançou aproximadamente 40% na comparação anual. Para o BTG Pactual, as ações sofreram nos últimos meses pelo aumento do capex e pela compressão de múltiplos no segmento de software, mas os fundamentos seguem sólidos, com a integração crescente de ferramentas de inteligência artificial como o Copilot nos principais produtos da empresa.

A fabricante de semicondutores de Taiwan tem três indicações nas carteiras de BTG, Itaú BBA e XP. Para o BTG Pactual, a TSMC é uma das principais beneficiárias do ciclo de investimentos em inteligência artificial, sustentada pelo momento positivo de resultados e pelos avanços tecnológicos recentes, incluindo o lançamento do chip A16, que permite maior capacidade de processamento com menor consumo de energia. A empresa atende diretamente a demanda dos principais hyperscalers por semicondutores de ponta, o que a coloca no centro da cadeia de fornecimento de IA global.

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A controladora do Google tem três indicações e apresentou um dos resultados mais fortes da temporada do primeiro trimestre. Para o BTG Pactual, a empresa se beneficia da liderança estrutural em buscas online, com o Google Search mantendo 90% do mercado, e da forte aceleração do Google Cloud, que cresceu 63% na comparação anual e tem um backlog de contratos de US$ 460 bilhões. Ganhos com participações em empresas não listadas também contribuíram para o balanço. Para a XP, a Alphabet segue bem posicionada para avançar em inteligência artificial com boa capacidade de execução.

A fabricante de memórias tem três indicações de Genial, Itaú BBA e Santander, embora o BTG Pactual tenha retirado o papel de sua carteira para junho, citando “piora da assimetria” após a forte valorização recente. Para o Santander Brasil, a Micron é uma das principais beneficiárias do crescimento da demanda por memória HBM ligada à inteligência artificial: a empresa já vendeu a totalidade de sua capacidade de produção de HBM para 2026, e os novos chips HBM4 devem ampliar ainda mais as receitas. O papel foi um dos mais afetados pela turbulência da última sexta-feira, recuando cerca de 13% em uma única sessão.



FONTE

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