Início GERAL Rumores sobre recuo expõem desafios de Wellington na corrida ao Paiaguás

Rumores sobre recuo expõem desafios de Wellington na corrida ao Paiaguás


Wellington Fagundes

O senador Wellington Fagundes (PL) voltou ao centro das discussões políticas em Mato Grosso após rumores sobre uma possível desistência de sua pré-candidatura ao Governo do Estado nas eleições de 2026. Embora o parlamentar tenha reiterado publicamente que permanece na disputa, as especulações revelaram fragilidades nas articulações políticas que cercam seu projeto eleitoral.

Presente em levantamentos de intenção de voto desde 2025 como um dos principais nomes da disputa estadual, Wellington enfrenta um cenário em que o desempenho nas pesquisas ainda não se traduziu em uma ampla demonstração de apoio político dentro e fora de seu partido.

A mais recente onda de especulações teve início após declarações do deputado estadual Eduardo Botelho (MDB), que afirmou ter ouvido nos bastidores da política comentários sobre um eventual recuo do senador. A fala repercutiu rapidamente no meio político e alimentou dúvidas sobre a consolidação da candidatura liberal.

Na ocasião, Wellington estava em Brasília participando de uma audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a disputa territorial entre Mato Grosso e Pará, ao lado de lideranças como o governador Otaviano Pivetta (Republicanos), os senadores Jayme Campos (União) e Carlos Fávaro (PSD), a deputada estadual Janaina Riva (MDB) e o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos).

Ao tomar conhecimento das declarações de Botelho, Wellington buscou reforçar sua posição dentro do PL. O senador articulou uma reunião entre Max Russi e o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, principal defensor de sua pré-candidatura dentro da cúpula nacional do partido.

Após o encontro, Wellington voltou a afirmar que não existe qualquer discussão sobre a retirada de seu nome da disputa e que a direção nacional mantém o projeto de candidatura própria do PL em Mato Grosso.

Apoios e resistências

Apesar da sinalização favorável da direção nacional, o senador enfrenta dificuldades para demonstrar unidade política em torno de sua candidatura.

Entre os principais desafios está a postura de lideranças do próprio campo conservador. Prefeitos considerados estratégicos eleitoralmente, como Abílio Brunini (PL), em Cuiabá; Flávia Moretti (PL), em Várzea Grande; e Cláudio Ferreira (PL), em Rondonópolis, têm demonstrado proximidade com o governador Otaviano Pivetta e com o projeto do ex-governador Mauro Mendes (União) ao Senado.

A situação gera questionamentos sobre o grau de engajamento da estrutura partidária em favor da candidatura de Wellington e sobre a capacidade do PL de alinhar seus principais quadros em torno de um único projeto para 2026.

Outro fator que contribui para as incertezas é o cenário ainda indefinido das alianças partidárias. Lideranças de diferentes grupos políticos continuam discutindo possíveis composições para a disputa majoritária, o que mantém aberto o quadro eleitoral.

Cenário em construção

As dúvidas também se refletem em outras movimentações políticas. A deputada estadual Janaina Riva (MDB), que se coloca como pré-candidata ao Senado, tem mantido diálogo com diferentes forças políticas, incluindo grupos ligados ao Republicanos e ao próprio PL.

Nos bastidores, analistas avaliam que a definição das alianças dependerá, em grande parte, das negociações nacionais e das convenções partidárias, previstas para ocorrer entre julho e agosto de 2026.

Enquanto isso, Wellington Fagundes segue rejeitando as especulações sobre uma eventual desistência e atribui os rumores à movimentação de adversários preocupados com seu desempenho eleitoral.

Embora as pesquisas continuem apontando competitividade para o senador, lideranças políticas reconhecem que a consolidação de uma candidatura majoritária depende não apenas dos números nas sondagens, mas também da capacidade de construir alianças, reunir apoios e demonstrar viabilidade política.

Com mais de um ano até as definições formais das candidaturas, a sucessão estadual permanece aberta. E, apesar de manter o discurso de que seguirá na disputa, Wellington terá pela frente o desafio de transformar apoio nas pesquisas em sustentação política capaz de garantir competitividade até o início oficial da campanha.





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