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O governador Pivetta (detalhe) segue a cartilha do antecessor, Mauro Mendes, mas não cuida do controle dos gastos com a máquina
O Governo Otaviano Pivetta (Republicanos) mantém o discurso antagônico de seu antecessor, Mauro Mendes (União), de controle rigoroso das receitas, mas sem olhar com o mesmo denodo para as despesas.
A alegação é de situação de instabilidade econômica, em uma crítica indireta ao Governo Federal, sob o comando do petista Luiz Inácio Lula da Silva, mas mantém a “avassaladora arrecadação” de impostos, que já é R$ 2,456 bilhões – montante maior do que o arrecadado entre janeiro e junho de 2025.
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De janeiro a junho de 2026, o Estado já arrecadou R$ 36,857 bilhões, sem ainda ter fechado o montante total referente ao sexto mês ou a metade deste ano.
Comparando com 2025, no mesmo período – de janeiro a junho -, o Tesouro estadou somou R$ 34,401 bilhões em valores brutos.
Pivetta segue à risca a cartilha de Mauro Mendes, de priorizar aquilo que considera politicamente correto na sua visão e procrastinar o que não lhe interessa, como no eterno embate com o funcionalismo público, que contabiliza mais de 20% de perdas salariais.
O discurso sempre foi o da recuperação das combalidas finanças e que assumiu, em 2019 no caos financeiro. O que não era uma verdade absoluta, mas sim reflexo de medidas administrativas errada adotada no Governo Silva Barbosa (MDB), e o ano da Copa do Mundo no Brasil, em 2014, posteriormente, corrigidas em parte pelo Governo Pedro Taques.
Na verdade, o Governo Mauro Mendes foi beneficiado por uma série de medidas, como a renegociação das dívidas em dólar, no primeiro ano de seu mandato, em 2019, com aval do Governo Jair Bolsonaro (PL); Depois, em 2020, mesmo diante da pandemia da Covid-19, Mato Grosso foi duplamente abastecido com recursos extras, que somaram R$ 15,4 bilhões, entre repasses a maior, suspensão nas cobranças de dívidas e novos empréstimos.
Indiscutivelmente, o Governo passado demonstrou destreza na gestão dos recursos públicos, mas não se pode deixar de lembrar que ela se iniciou no Governo Pedro Taques. Tanto que Mendes manteve o mesmo titular da Fazenda Pública, o procurador do Estado, Rogério Gallo.
Fora isto, algumas decisões fundamentais, como a não concessão das perdas inflacionárias nos salários do funcionalismo público, em 2019, referente a 2018 e nos anos de 2020 e 2021, que acabaram proibidos pelo auxílio-Covid aprovado pelo Congresso Nacional, robusteceram as receitas públicas, pois a maior despesa do Tesouro de Mato Grosso são os gastos com os salários e encargos.
No último ano do Governo Taques, Mato Grosso arrecadou R$ 27.540.927.000,00. Já no primeiro ano do Governo Mauro Mendes, em 2019, a arrecadação somou R$ 30.761.390.000,00.
Em 2020, ano mais endurecido da pandemia da Covid, o Estado arrecadou, com os repasses extras do Governo Federal e menos desembolso nas dívidas, R$ 35.522.334.000,00 – um salto de R$ 5 bilhões.
Já em 2021, a arrecadação atingiu R$ 48.034.252.000,00; em 2022, somou R$ 56.639.019.000,00, crescendo em 2023, para R$ 59.841.850.000,00 e, em 2024, para R$ 60.869.742.000,00, até atingir R$ 70.269.070.000,00
A série de crescimento não parece ter se encerrado, pois, somente nos cinco primeiros meses deste ano, em nenhum mês, o Tesouro de Mato Grosso arrecadou em média menos de R$ 6,3 bilhões – o que remete a um crescimento que aponta para a previsão de R$ 77,8 bilhões.
Mesmo com o repasse extra da época da crise sanitária, os fundamentos econômicos obtidos nos últimos quatro anos que consolidaram a economia de Mato Grosso, sem contar que o Governo do Estado se utilizou da capacidade de endividamento do Tesouro para contrair vários empréstimos para obras de infraestrutura, para o setor educacional entre outros.





