Início GERAL Mauro reforça liderança no UB e ‘blinda’ Pivetta na sucessão em MT

Mauro reforça liderança no UB e ‘blinda’ Pivetta na sucessão em MT


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Mauro mostrou que pretende exercer papel de principal articulador político do grupo, mas diz que Pivetta deve escolher seu vice

O lançamento da pré-candidatura de Mauro Mendes (União Brasil) ao Senado, realizado na terça-feira (23), também serviu para organizar o discurso da base governista sobre a sucessão em Mato Grosso.

Também foi oportuno para demonstrar que o ex-governador pretende exercer papel de principal articulador político do grupo nas eleições deste ano.

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Durante o evento, Mendes abordou três dos temas mais sensíveis das articulações: a disputa interna no União Brasil pelo Governo, a força política de sua candidatura ao Senado e a formação da futura chapa encabeçada pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

Ao comentar o cenário dentro do União Brasil, Mauro procurou “esfriar” a disputa com o senador Jayme Campos, que também busca viabilizar sua candidatura ao Palácio Paiaguás.

Na condição de presidente estadual do partido, afirmou que não haverá definição antecipada do candidato e que a escolha caberá exclusivamente à convenção da legenda,marcada para o dia 4 de agosto.

Segundo ele, qualquer filiado tem o direito de disputar cargos majoritários, mas a decisão será tomada pelos cerca de 50 convencionais do partido, durante as convenções previstas entre o fim de julho e o início de agosto.

“Qualquer membro do partido pode pleitear a vaga. A decisão será da convenção. Não é Mauro Mendes quem vai escolher”, afirmou.

O ex-governador também descartou a realização de uma pré-convenção, proposta defendida por alguns integrantes da sigla para antecipar a definição do candidato ao governo.

Segundo ele, esse mecanismo não existe no estatuto do União Brasil e, portanto, não pode ser criado para atender interesses políticos momentâneos.

Ao mesmo tempo em que evitou interferir na disputa interna, Mauro fez questão de destacar o tamanho da estrutura política que pretende levar para sua campanha ao Senado.

Segundo ele, mais de 100 prefeitos deverão apoiar sua candidatura, mesmo que muitos não tenham comparecido ao lançamento oficial por dificuldades de deslocamento até Cuiabá.

“Recebi dezenas de mensagens e ligações de prefeitos justificando a ausência. Muitos estão em municípios distantes e não conseguem percorrer mais de mil quilômetros apenas para participar do evento”, disse.

A demonstração de apoio municipal foi um dos principais ativos políticos apresentados pelo ex-governador.

O evento reuniu parlamentares, secretários estaduais, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e lideranças de diversas regiões do Estado, reforçando a percepção de que Mendes inicia a corrida ao Senado com uma ampla base de sustentação política.

VICE DE PIVETTA – Outro tema tratado foi a formação da chapa governista, na disputa pelo Palácio Paiaguás.

Apesar de ser considerado o principal líder político do grupo e um dos responsáveis pela construção da candidatura de Otaviano Pivetta ao Governo, Mauro afirmou que não pretende interferir na escolha do futuro vice-governador.

Para ele, essa decisão deve ser exclusiva do próprio candidato ao Palácio Paiaguás.

“Quem vai escolher o vice é o Pivetta”, afirmou.

Ao justificar sua posição, Mauro Mendes comparou a escolha do vice a uma relação de confiança construída ao longo do tempo.

“Eu escolhi o Pivetta, nós nos escolhemos como parceiros em 2018 e novamente em 2022. Eu tive liberdade para fazer essa escolha e não vou negar esse direito a ele”, declarou.

Segundo o ex-governador, embora os partidos da base participem das discussões sobre a composição da chapa majoritária, a palavra final deve permanecer com quem disputará o Governo do Estado.

A declaração também busca evitar disputas antecipadas entre os partidos aliados, que já iniciaram as articulações para ocupar espaços na futura chapa, especialmente a vaga de vice-governador e as suplências ao Senado.

Ao reunir esses três posicionamentos — defesa da convenção como instância soberana do União Brasil, demonstração de força política por meio do apoio de prefeitos e respaldo à autonomia de Pivetta na montagem da chapa —, Mauro Mendes procurou transmitir uma imagem de unidade da base governista e de respeito às regras partidárias.

Enquanto isso, ele consolida seu papel como principal articulador do grupo para as eleições de 2026.





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