Reprodução/Secom-ALMT
O líder do PT na ALMT, deputado Lúdio Cabral, reafirma apoio do partido à pré-candidata ao Governo pelo PSD, médica Natasha Slhessarenko (detalhe)
A possibilidade de mudança na pré-candidatura de Natasha Slhessarenko (PSD) ao Governo de Mato Grosso foi descartada pelo deputado estadual Lúdio Cabral (PT), que reafirmou o compromisso da Federação Brasil da Esperança — formada por PT, PC do B e PV — com o projeto político encabeçado pela médica.
Um dos principais dirigentes petistas no Estado, Lúdio classificou como “especulação” as informações sobre uma eventual substituição da candidatura. E afirmou que o assunto foi tratado diretamente com a direção nacional do PT.
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Segundo o parlamentar, a pré-candidatura de Natasha já foi validada pelo PT e conta com o respaldo das lideranças nacionais dos partidos que integram a aliança.
“Isto é especulação”, resumiu Lúdio, ao comentar os rumores sobre uma possível mudança no cenário eleitoral.
A manifestação do deputado ocorre em meio ao aumento das articulações, nos bastidores do PSD e da base governista, para a formação das chapas que disputarão as eleições de 2026.
Nos bastidores, interlocutores apontam que o senador Carlos Fávaro (PSD) concentra esforços na construção de sua candidatura à reeleição ao Senado, além de trabalhar pelo fortalecimento das candidaturas proporcionais do partido.
Entre elas, está a de Rafaela Fávaro, pré-candidata à Assembleia Legislativa, e a de Irajá Lacerda, ex-secretário-executivo do Ministério da Agricultura e um dos principais aliados políticos do senador.
Outra movimentação envolve o ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PSD), que avalia disputar uma vaga na Assembleia Legislativa.
A eventual candidatura, entretanto, é analisada com cautela devido aos possíveis reflexos sobre a campanha de reeleição do deputado federal Emanuelzinho Pinheiro (PSD), hoje vice-líder do Governo Lula na Câmara dos Deputados.
As especulações sobre um possível retorno de Emanuel à disputa pelo Palácio Paiaguás também passaram a circular nos últimos dias.
A avaliação de integrantes da Federação Brasil da Esperança, no entanto, é de que a hipótese não altera a estratégia construída em torno da candidatura de Natasha.
Nos bastidores políticos, lideranças da aliança atribuem a divulgação desses cenários às disputas internas por espaço e pela definição das prioridades eleitorais dentro do PSD. A preocupação dos dirigentes nacionais é preservar a unidade do grupo e evitar desgastes que possam comprometer tanto a disputa majoritária quanto a eleição de deputados federais e estaduais.
A estratégia das legendas de centro-esquerda passa pela ampliação da bancada federal, fator considerado essencial para aumentar a participação dos partidos na distribuição dos recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (Fundo Eleitoral). A divisão desses recursos leva em conta, principalmente, a representação das legendas na Câmara dos Deputados.
Em 2026, o Fundo Eleitoral deverá distribuir cerca de R$ 4,9 bilhões entre 30 partidos.
O PL ficará com a maior parcela, estimada em R$ 881 milhões, seguido pelo PT, com aproximadamente R$ 615 milhões, União Brasil (R$ 526 milhões), PSD (R$ 421 milhões) e PP (R$ 417 milhões).
Na avaliação de dirigentes da Federação Brasil da Esperança, a manutenção da candidatura de Natasha está alinhada ao projeto nacional da aliança, que busca fortalecer o palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Mato Grosso e ampliar a representação das legendas no Congresso Nacional.
Nas eleições de 2022, a Federação somou quase 160 mil votos para deputado federal em Mato Grosso. Apesar de a etão deputada federal Rosa Neide (PT) ter sido a candidata mais votada do grupo, com cerca de 125 mil votos, a coligação não alcançou o quociente eleitoral necessário para conquistar uma cadeira na Câmara.
Para lideranças da aliança, esse resultado reforça a necessidade de manter uma estratégia unificada para as eleições de 2026, evitando disputas internas que possam fragmentar o campo político de centro-esquerda, em um Estado historicamente dominado politicamente por forças de centro-direita.





