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Apple sai do pódio e chips dominam seleção de ações internacionais; veja ranking


Os mercados internacionais passaram junho em clima de recalibração. Depois do rali que levou os índices americanos a novas máximas em maio, os investidores realizaram parte dos lucros diante de dados de emprego ainda fortes, inflação persistente e uma decepção pontual com as projeções de chips de inteligência artificial da Broadcom. O índice BDRX, que reúne os recibos de ações estrangeiras negociados na B3, encerrou o mês em leve baixa de 0,79%, sem conseguir superar a máxima anterior.

Mesmo com a acomodação de curto prazo, as casas de análise seguem construtivas com as ações americanas e reforçaram no mês as apostas ligadas a inteligência artificial e semicondutores. Entre as carteiras compiladas pelo InfoMoney, a Amazon segue na liderança com cinco indicações, seguida por um grupo de cinco nomes com quatro recomendações cada. A novidade fica com Microsoft, TSMC e Micron, que subiram de três para quatro indicações, enquanto a Apple perdeu força e saiu do corte após o BTG Pactual retirar o papel de sua carteira de julho.

BDR Recomendações Retorno no mês (%) Retorno no semestre (%)
Amazon (AMZO34) 5 -9,03 -2,72
Nvidia (NVDC34) 4 -4,34 +1,31
Coca-Cola (COCA34) 4 +5,32 +9,04
Microsoft (MSFT34) 4 -14,40 -27,34
TSMC (TSMC34) 4 +16,48 +50,26
Micron (MUTC34) 4 +23,32 +273,75
Nasdaq Composite -2,81 +12,79
S&P500 -1,06 +9,55
Fontes: Itaú BBA, BTG Pactual, XP Investimentos, Empiricus Research, Terra Investimentos, Santander Brasil e Genial Investimentos. Variações calculadas pela Economatica.

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Com cinco indicações, a Amazon lidera as carteiras de ações internacionais monitoradas. Para o BTG Pactual, a tese da companhia se apoia em três pilares: o crescimento dos serviços de nuvem via Amazon Web Services (AWS), as novas oportunidades de expansão em inteligência artificial e o avanço das operações de streaming pelo Amazon Prime. A Empiricus Research elevou o peso do papel na carteira de julho, de 5% para 10%, justamente pela demanda contínua das empresas por infraestrutura em nuvem, negócio no qual a AWS mantém posição de liderança.

A fabricante de chips para inteligência artificial soma quatro indicações e segue como a principal tese de IA das carteiras. O BTG Pactual destaca a posição dominante da companhia no fornecimento de data centers, com participação de cerca de 90%, sustentada pela atualização anual da arquitetura dos chips, pela liderança em GPUs e pelo ecossistema de software proprietário, o CUDA. A casa vê ainda espaço para expansão dos mercados endereçáveis da empresa em áreas como saúde e robótica.

Com quatro indicações, a Coca-Cola reforça seu papel de tese defensiva em um ambiente de maior incerteza macroeconômica. Para o BTG Pactual, a empresa entrega resultados resilientes, sustentados pela demanda robusta por seus produtos e pela força global de suas marcas. O banco vê com otimismo o poder de precificação da companhia em um cenário de pressões inflacionárias, que permite repassar custos e preservar margens, e lembra que o consenso projeta um retorno sobre o patrimônio de 39% em 2026.

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A Microsoft aparece com quatro indicações, nas carteiras de BTG, XP, Santander e Empiricus. Para o BTG Pactual, a tese está ancorada na integração de aplicações de inteligência artificial aos principais produtos da empresa, como o pacote Office, e em um novo ciclo de crescimento impulsionado pela plataforma de nuvem Azure. A XP Investimentos aumentou o peso do papel na carteira de julho, de 5% para 7,5%, em movimento de recalibragem das posições ligadas a inteligência artificial.

A fabricante de semicondutores de Taiwan também avançou para quatro indicações, presente nas carteiras de BTG, Itaú BBA, XP e Empiricus. Para o BTG Pactual, a companhia detém mais de 60% da receita do mercado global de fundição e figura como uma das principais beneficiárias da cadeia de inteligência artificial, sustentada pela liderança em nós avançados e em tecnologia de empacotamento. A Empiricus acrescenta que a expansão acelerada das fábricas nos Estados Unidos ajuda a reduzir a dependência geográfica da produção concentrada em Taiwan.

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A fabricante de memórias completa o grupo de quatro indicações, com recomendações de Itaú BBA, Genial, Santander e a entrada da Empiricus. Para o Santander Brasil, que elevou o peso do papel em 1 ponto percentual, o segmento de memória vive um descasamento relevante entre oferta e demanda, puxado pelo consumo de componentes por empresas de inteligência artificial, com normalização esperada apenas após 2027. O banco cita ainda resultados recentes acima do consenso e um guidance favorável. A Empiricus reforça a leitura, apontando que a companhia entrou na carteira após um resultado recorde que evidenciou a força estrutural do ciclo de semicondutores.

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