Reprodução/PR e Agência Senado
No confronto direto, Lula aparece com 45% das intenções de voto, ante 40% de Flávio
O presidente Lula (PT) mantém vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em simulação de segundo turno para as eleições de 2026, segundo pesquisa Meio Ideia, divulgada nesta quarta-feira (8).
No confronto direto, Lula aparece com 45% das intenções de voto, ante 40% de Flávio.
Brancos e nulos somam 10,5%, e 4,5% dizem não saber.
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A distância entre os dois ficou praticamente estável em relação à rodada anterior, de 28 de maio, quando o presidente tinha 46,5% e o senador marcava 41,4%.
A pesquisa ouviu 1.500 pessoas em todo o Brasil de sexta-feira (3) até segunda (6), por meio de entrevistas telefônicas.
A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-05628/2026.
No primeiro turno estimulado com Flávio como candidato do bolsonarismo, Lula marca 40,4%, e o senador do PL tem 32%.
Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 4%, seguido por Romeu Zema (Novo), com 2,5%, Aécio Neves (PSDB) e Renan Santos (Missão), com 2% cada, e Augusto Cury (Avante), com 1,5%.
Brancos e nulos somam 4,1%, e os indecisos são 9,5%.
Na pergunta espontânea (em que os nomes dos candidatos não são mostrados ao entrevistado), Lula tem 32,8% das menções, e Flávio aparece com 20,3%.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), inelegível e em prisão domiciliar, é citado por 1,3%. Os que não sabem somam 33,1%.
Em simulação de segundo turno contra a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), o atual presidente marca 45%, ante 36% dela.
No primeiro turno com Michelle como nome do bolsonarismo, Lula tem 40,4%, e ela marca 29,4%.
Caiado aparece com 7%, Zema, com 4,4%, Renan Santos, com 3,5%, Aécio, com 3,2%, e Augusto Cury com 2,5%.
Nos demais cenários de segundo turno testados, Lula lidera contra todos os adversários.
O presidente marca 45% contra 37,6% de Caiado, 45% contra 37% de Zema, 45% contra 33% de Renan Santos e 45% contra 23% de Joaquim Barbosa (DC).
Lula é citado por 46,4% quando os entrevistados são perguntados em quem não votariam de jeito nenhum. Flávio é mencionado por 43,4%.
A pesquisa também perguntou quem é, na opinião dos entrevistados, a mulher com mais poder hoje no Brasil.
Michelle foi a mais citada, com 15,4%, seguida pela atual primeira-dama Janja, com 9%, e a ministra do STF (Supremo Tribunal Federal) Cármen Lúcia, com 4,5%, e a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), com 2,5%.
O levantamento também abordou o vídeo publicado por Michelle em 24 de junho, em que ela expôs desavenças com Flávio, seu enteado.
Entre os que souberam do vídeo, 64% avaliam que as declarações de Michelle foram totalmente verdadeiras ou mais verdadeiras que falsas.
Para 29,3%, elas foram mais falsas que verdadeiras ou totalmente falsas.
A pesquisa também tratou do caso Banco Master.
Segundo o levantamento, 56,8% afirmam ter visto, lido ou ouvido algo sobre a nona fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao senador Jaques Wagner (PT-BA).
Outros 27,4% dizem não ter visto ou ouvido nada sobre o assunto.
Em pergunta sobre o impacto eleitoral do caso para Lula, 42% dizem que o episódio não aumenta nem diminui a chance de votar no presidente.
Para 17,3%, diminui a chance, enquanto 7% afirmam que aumenta.
Sobre Flávio, 36,5% dizem que o caso Master não altera a chance de votar no senador, 29,5% afirmam que diminui, e 6,6% dizem que aumenta.
Em pergunta de percepção, 39% citam Lula como o mais envolvido no caso Master, ante 37,4% que apontam Flávio. A diferença está dentro da margem de erro.
Na avaliação geral do Governo Lula, 41% classificam a gestão como ruim ou péssima, e 32,5% como ótima ou boa. Outros 24,5% a avaliam como regular.
A aprovação pessoal do presidente é de 46,5%, contra 48,5% de desaprovação.
Em 28 de maio, os índices eram de 46,6% e 51,4%, respectivamente.





