Rodrigo Prates/Secom-ALMT
Presidente da ALMT, Max Russo diz que é a favor do empréstimo de R$ 1,5 bilhão para o Estado
O presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), afirmou que caberá ao próximo governador definir a aplicação do empréstimo de R$ 1,5 bilhão que o Governo de Mato Grosso pretende contratar, junto à Caixa Econômica Federal, para financiar a construção de 60 mil moradias populares, por meio do programa SER Família Habitação.
Segundo o deputado, como a operação só deve ser concluída após o período eleitoral, a gestão que assumir o Palácio Paiaguás em 2027 será responsável por executar o planejamento dos investimentos.
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A declaração foi dada nesta terça-feira (7), em entrevista à Rádio CBN Cuiabá, às vésperas da retomada da tramitação do projeto na Assembleia Legislativa.
A proposta, encaminhada pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos), teve a análise interrompida na semana passada, após pedido de vista dos deputados Lúdio Cabral (PT) e Valdir Barranco (PT), que solicitaram mais tempo para avaliar pontos do contrato.
A expectativa é que a matéria volte à pauta nesta quarta-feira (8).
Apesar do adiamento da votação, Russi afirmou que o projeto reúne apoio da maioria dos deputados por tratar de um tema considerado prioritário no Estado.
“Esse é um recurso que, até a aprovação, – e, agora, a aprovação vai ser após o período eleitoral, deve ficar para o próximo Governo definir no que vai gastar, como vai gastar e a forma que vai fazer. Mas o Governo, independentemente de quem seja, tem que fazer o planejamento, tem que fazer os acompanhamentos”, afirmou.
O presidente da Assembleia também declarou apoio à destinação dos recursos para a política habitacional e ressaltou o déficit de moradias em Mato Grosso.
“Se falou na construção de moradias, eu, particularmente, defendo muito isso. Defendo a necessidade. E em Mato Grosso, tem uma necessidade muito grande de moradia”, completou.
Russi ainda saiu em defesa da iniciativa do Executivo de buscar financiamento junto à Caixa.
Para ele, a contratação da operação de crédito faz parte das atribuições do governo e é respaldada pela capacidade financeira do Estado.
“É uma prerrogativa do Poder Executivo. Ele tem capacidade de financiamento, tem necessidade de investimento, achou no mercado o banco que fez o empréstimo naquilo que o governo entende como sendo interessante. Eu defendo e sempre vou dar essa autonomia ao Poder Executivo para que possa fazer esse encaminhamento”, declarou.
Segundo o Governo, a contratação do empréstimo tem como objetivo garantir recursos para a política habitacional diante da perspectiva de redução da arrecadação do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), prevista para o fim deste ano, permitindo reorganizar as fontes de financiamento destinadas ao programa SER Família Habitação.





