O senador Carlos Viana (PSD-MG, foto) afirmou nesta quarta-feira, 8, que a Polícia Federal (PF) informou ao ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), que a investigação envolvendo o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, e o empresário Fábio Luís da Silva, o Lulinha, não avançará antes das eleições de outubro por “falta de gente”.
Segundo o parlamentar, a PF alegou que a equipe responsável pelo inquérito conta com cerca de dez servidores, número insuficiente para analisar o volume de provas reunidas
“São cerca de dez servidores num inquérito que apura o desvio de bilhões contra aposentados e pensionistas. Segundo apuração, seriam necessários pelo menos quatro vezes mais policiais. No ritmo atual, só a análise do material levaria seis meses. Enquanto isso, o mesmo governo que diz não interferir em nada mandou recolher os delegados cedidos, e trocou a coordenação do caso justamente depois que um delegado pediu a quebra de sigilo bancário do filho do presidente”, escreveu no X.
O senador afirmou que o problema não é a falta de policiais no país, mas a ausência de vontade para permitir o avanço das investigações sobre o “mesmo sobrenome”.
“Investigação que engasga sempre no mesmo sobrenome não é investigação lenta. É investigação sufocada. Os aposentados esperaram uma vida inteira pelo benefício. Não vão esperar mais quatro anos pela justiça”, concluiu Viana.





